Ordre des Chevaliers Elus Cohen de L,Univers (1758)


27/06/2011


Sereias

 

 

As sereias e outros seres fantásticos, antropomórficos ou não, fazem parte do imaginário popular mundial. Aparecem nas mais diversas culturas do mundo. Seus mitos são muitos antigos. Tal como os anjos, as sereias são seres que qualquer pessoa reconheceria facilmente mas que dificilmente serão vistos realmente, por alguém. 

Existem relatos e representações milenares porém registros atuais, simplesmente, inexistem. Nesta pós-modernidade e bem antes disso, desde o fim do século XVIII, apesar da incredulidade de cientistas ortodoxos, pesquisadores têm fotografado fantasmas, ou ao menos, o fenômeno da exsudação de ecoplasma e, ainda, filmado OVNIs e outros objetos voadores não identificados, supostos Ietis [ou Yetis, Pé Grande] ou mesmo o monstro de Loch Ness. Não há fotos de sereias e sereios. 

Mas, diferente dos anjos, as sereias não se relacionam a nenhuma doutrina ou mesmo metáfora teológica que explique sua existência. Não há um texto de referência histórico nem dogma da sereia de nenhum tipo. As sereias são criaturas ambíguas. Boas e malignas, aliadas ou inimigas da raça humana, elas aparecem nas tradições orais do folclore de diferentes povos e habitam igualmente o mundo das artes de todas as épocas, onde inspiram pintores, escultores, escritores de ficção, cineastas. 

Ninguém sabe de onde saiu a idéia da existência de sereias [e também homens-marinhos, aquáticos]. Homens e mulheres-peixe são, talvez, uma fantasia inevitável. A Humanidade tem povoado os oceanos e os céus com criaturas híbridas, antropomórficas mas dotadas de atributos próprios do meio onde transitam: águas, ar, fogo.A mente cria o desconhecido a partir do familiar: assim são concebidos os híbridos, cuja morfologia apresenta uma combinação de seres conhecidos. Esfinges, centauros, sátiros, são parentes das Sereias. No caso das Sereias [e sereios], é possível que sua origem seja o reflexo de algum tipo de memória ancestral do desenvolvimento evolucionário vida, em si mesma e da espécie humana.

 Deuses & Demônios

Os mesopotâmicos foram mestres da hibridização. Criaram figuras diversas e não somente cruzamentos peixe-humanos mas, também, as mais exóticas criaturas: peixe=carneiro, homem-escorpião, homem-leão, serpente-dragão, por exemplo.

Na Mesopotâmia a investigação arqueológica encontrou gravuras em pedra e esculturas que mostram homens-peixes [e só ocasionalmente, mulheres-peixe]. Porém, estes híbridos mesopotâmicos não são representados do modo mais conhecido atualmente, como seres metade peixe, metade gente em uma atmosfera lúdica, de fantasia. Não aparecem em paisagens aquáticas. Assemelham-se a homens vestidos ou caracterizados como peixes, retratados em ambiente civilizado e ocupando posições de destaque na sociedade.

 Usam mantos que imitam o peixe, ainda que alguns mostrem a pele escamosa. Os híbridos da antiga Mesopotâmia são escribas e sacerdotes. Outros, são entidades sobrenaturais: demônios e deuses. Destes, que seriam entes sobrenaturais, o ícone mais representativo e historicamente é Oannes. Um tipo de personagem arcano, misterioso fundador e instrutor da civilização. Oannes é representado com o corpo de peixe, cabeça e pés humanos. Segundo a tradição, Oannnes saiu do mar para ensinar aos Homens as artes e ciências da civilização, como a agricultura, a a arquitetura etc..

 Os textos gravados nas tábuas de argila da Mesopotâmia são fragmentados e, por isso, a figura de Oannes permanece um mistério. Porém, é possível deduzir que Oannes faz parte de um universo ou mundo paralelo ao mundo humano. Este outro mundo é habitados por seres sobrenaturais. Amigáveis, como Oannes, ou hostis, todos estes seres podem ser entendidos como deuses e demônios.

Os entes femininos aquáticos mais destacados da mitologia grega são as Oceanídeas, as Náiades e as Nereidas. São descritas como figuras afáveis. Ocasionalmente, são representadas montadas em golfinhos. 
Existem ainda os masculinos Typhon [ou Tifão], Oceanus [filho de Uranos e Gaia, Céu e Terra. Oceanus era o mais velho dos Titãs e Aqueloo, deus do rio homônimo, filho de Oceanus e Tétis. [Hoje o rio Aquelôo é chamado Aspropótamo e é o maior rio da Grécia. Na verdade Oceanuse Tétis, ela também uma Titânia, juntos, geraram três mil rios e três mil Oceânidas [ninfas do mar].

Aquelôo é considerado o pai das sirenes, sirenias ou sereias porém há controvérsias. Outra versão diz que as Sereias são filhas do deus marinho Fórcis. Estas sereias têm um mito repleto de peripécias. Elas seriam quatro mas somente os nomes de três delas é mencionados: Lígia, Leucósia e Partênome. Em sua origem eram pássaros com cabeça de mulher que habitavam uma ilha do Mediterrâneo. Malignas, tinham um canto melodioso que atraía os marinhos até que suas naves se chocassem contra os rochedos. Ou seja, as sereias que assombram os marujos não são híbridos mulher-peixe.

A mais conhecida aparição de Sereias é relatada por Homero, na Odisséia. O herói, Ulisses [ou Odisseus] sabe que ouvir o canto das Sereias é fatal: os marinheiros enlouquecem e se atiram no mar. Prevenido, Ulisses providencia que todos os marujos tapem seus ouvidos com cera. O próprio Ulisses, ordenou que o amarrassem a um mastro. Deste modo, todos escaparam do melodioso chamado da morte. Sobre as Sereias, Homero diz apenas que elas habitam um prado florido cercado pelas ossadas de suas vítimas. Homero não faz referência a atributos de peixe.

Nos vasos gregos e murais romanos, as sereias são representadas como mulheres pássaro. Às vezes, somente com a cabeça humana, outras, humanas até a cintura, dotadas de tronco feminino e braços, necessários para tocarem seus instrumentos musicais. Na condição de pássaros, correspondente ao mito grego mais antigo, as Sereias-Sirenes se confundem com as Harpias, filhas da famosa Electra com Taumante [divindade das nuvens, dos vapores e da chuva]. Também chamadas raptoras, as Harpias são três: Aelo, Ocípite e Celen. Os nomes significam, respectivamente: Borrasca, Vôo Rápido e Obscuridade. Raptavam principalmente crianças e almas.

Nos últimos dois anos, moradores de áreas costeiras a sudoeste do Mar Cáspio têm observado uma criatura estranha, com aparência zoomórfica, entre um anfíbio e um ser humano. Em março deste ano uma testemunha, Gafar Gasanof, capitão de um barco de pesca disse à reportagem do jornal iraniano Zindagi: "Essa criatura nadou próxima ao barco por muito tempo. No começo nós pensamos que era um peixe grande mas então vimos que tinha cabelos na cabeça do monstro e suas nadadeiras pareciam estranhamente belas. A parte da frente do corpo tinha braços!" Em seu retorno ao Azerbaijão, quando contou o ocorrido, ninguém acreditou na história do capitão. Alguns simplesmente insinuam que o marujo tomou uns drinques a mais.

Entretanto, pouco tempo depois da publicação da entrevista, as redações dos jornais iranianos foram inundadas por numerosas cartas de leitores que afirmavam acreditar na história que consideravam como mais uma evidência da existência do chamado "homem-do-mar". Os leitores chamam a atenção para o fato de que muitos pescadores têm visto a estranha criatura desde fevereiro, depois que vulcões submarinos deram sinais de atividade ao tempo em que se intensificaram os trabalhos de exploração petrolífera no Mar Cáspio.

As testemunhas concordam na descrição do homem marinho: altura entre 1,65 e 1,68 m, compleição forte, estômago pronunciado, pés deformados como garras e mãos com quatro dedos ligados por membranas. Seus cabelos parecem entre negros e verdes, pele branca e luminosa como a luz da lua. As pernas e os braços são curtos e parecem pesados. Além das unhas nos dedos ele possui protuberâncias semelhantes no nariz aquilino semelhante ao focinho bicudo de um golfinho. Não há informações sobre as orelhas. Seus olhos são grandes e pronunciados tal como os dentes e o maxilar superior; em compensação, não tem queixo.

Os iranianos apelidaram a criatura de Runa-Shah ou "O Mestre dos Mares e Rios", inspirados nas histórias sobre cardumes de peixes que acompanham o homem marinho em suas aparições. Dizem, também, que nos lugares percorridos pelo estranho ser as águas tornam-se claras, cristalinas, e assim permanecem por dois ou três dias. Os pescadores acreditam que os peixes que permanecem vivos na rede podem sentir o homem-peixe se aproximando, vindo das profundezas do mar. Os peixes observados produzem um barulho quase inaudível, como se fosse um chamado, cuja resposta é um barulho semelhante produzido pela criatura que, de fato, se aproxima.

Muitos pesquisadores acreditam que onde há fumaça há fogo e as histórias que circulam no Iran podem ser verdadeiras. Além disso, há um ano, em maio do ano passado, Runan-Shah foi visto por um pescador, morador de uma vila localizada entre as cidades de Astara e Lenkoran. Especula-se que a criatura não está sozinha; existiria uma família de humanos submarinos engajados em uma missão: deter os problemas ambientais que começam a ameaçar o Mar Cáspio, cuja fauna e flora tem se deteriorado significativamente desde que começaram as atividades da indústria petrolífera na região coincidindo com a reativação de vulcões no fundo do mar. Com o implemento de outra indústria, a de alimentos, que trabalha com frutos-do-mar, a situação do ecossistema deve piorar este ano.

O Runah-Shah do Mar Cáspio não é a única ocorrência de homem-aquático relatada na história. Herótodo (o Pai da História) e Platão acreditavam que a humanidade foi originalmente anfíbia e seus descendentes, hoje ocultos, fundaram uma civilização submarina. Estudiosos atuais acolhem a teoria e cogitam que o soluço é uma reação atávica remanescente de tempos muito recuados quando os homens possuíam dois órgãos respiratórios: pulmões e guelras.

The Universe and Humankind (O Universo e a Raça Humana), uma coletânea de artigos científicos publicados em São Petersburgo, em 1905, contém a estória de uma mulher marinha que teria sido capturada no Caribe. Também há registros de cadáveres de homens anfíbios encontrados na região das Ilhas Açores, em 1876. As descrições destes especimens coincidem com as observações das testemunhas do Mar Cáspio.  FONTE: Misterious amphibious human-like creature spptted in the Caspian Sea
IN PRAVDA ENGLISH  ̶  publicado em 25/03/2005.

 

Escrito por Atlantis às 14h54
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