Ordre des Chevaliers Elus Cohen de L,Univers (1758)


14/12/2011


Atlantida

Atlântida: este continente perdido, esta lembrança arcaica de tantos povos, continua sendo um mistério. Mistério que se confunde com o enigma da origem da raça humana. Sempre que se fala em Atlântida, a primeira evidência histórica e documental que se apresenta é o escrito de Platão Timeo e Crítias. Desde que o filósofo grego comentou o fim do fabuloso império, muitos têm especulado sobre o assunto: onde se localizava, como se constituía sua sociedade, o quanto era desenvolvida sua ciência.

O escritor inglês John Michell diz que "a Atlântida está ao nosso redor". Ele se refere à presença de numerosos restos arqueológicos e ruínas megalíticas, ciclópicas que se erguem em tantos lugares da Terra, erigidos sob orientação astronômica muito precisas. Supostamente anteriores à chamada Idade da Pedra (Paleolítico e Neolítico) esses monumentos sugerem que uma civilização de grandes astrônomos e engenheiros exi
stiu antes da Pré-história tal como a descreve a ciência ortodoxa.






 

Manuscritos Tibetanos

Segundo a Doutrina Secreta - que fundamenta a ciência teosófica (tradição tibetana-indiana) - a Atlântida se estendia da atual Groenlândia até a metade da América do Sul e, durante sua existência, suas terras foram habitadas por mais de uma raça humana, como os Lemurianos, que mediam mais de 3,5 metros de altura e deram origem aos Atlantes propriamente ditos.

Os Atlantes, tal como os Lemurianos, foram aniquilados por uma catástrofe natural cujos reflexos, gradualmente, extinguiram territórios para fazer surgir novas terras. Foram tempos conturbados por terremotos, tempestades, tsunamis, furacões. Apanhados pela tragédia geofísica, os atlantes foram dispersados, em sua fuga, por diferentes regiões da Terra. América e Egito teriam sido colonizados por refugiados atlantes.

John A. West demonstrou que a erosão sofrida pela Esfinge de Gizé não se devia ao vento do deserto, mas sim à chuva. Essa descoberta faz recuar a datação da Esfinge para ao menos 9 mil e 500 anos de antigüidade, ao invés de 4 mil, como se acreditava. Uma obra de tal magnitude foi construída com conhecimentos arquitetônicos, astronômicos e matemáticos de uma cultura muito anterior à Egípcia. Algo semelhante poderia se dizer da arquitetura de Tihuanaco, construída, supostamente, pelos Toltecas, na América do Sul.

O ariosofista (estudioso de filosofia ariana) Jörg Lanz Von Liebenfels (1874-1854), que exerceu significativa influência sobre a idologia primitiva do Nacional Socialismo alemão, comparou a antropogênesis da teósofa H.P. Blavatsky com as descobertas da paleontologia contemporânea e concluiu que havia encontrado a "fonte de todo o mal" no mundo.

Lienbenfels entendeu que "queda do homem no pecado" se referia à conduta dos primeiros Lemurianos ANDRÓGINOS que, durante o processo biológico de separação dos sexos em machos e fêmeas, engendraram seres monstruosos com outras espécies animais, que não possuíam inteligência. Esses descendentes monstruosos eram demônios e no alvorecer da quarta Raça, a Atlante, havia duas subespécies humanas: PURAS e BESTIAIS - os primeiros antropóides e os "monos" (símios) antropomorfos. O erro (pecado) fatal dos "Homens-Deuses" foi a miscigenação com os símios.

A paranormal Ingrid Bennet, da Nova Zelândia, fala da vida sexual dos Atlantes: as relações sexuais eram muito importantes. Acreditava-se que era uma prática fundamental para a boa saúde. Alguns tinham relações com animais e com híbridos, meio humanos, meio animais, como os centauros.

A perversão dos costumes na fase da decadência dos Atlantes não se limitou à prática do bestialismo, mas também da magia. Há cerca de 10 mil anos, os dirigentes de Atlântida perderam o interesse no progresso científico e o respeito pelo antigo conhecimento. Passaram a dedicar às práticas da "magia negra" e perverteram completamente as ciências e a religião.

Muitos autores se referem aos da "magia negra" como causa do infortúnio que se abateu sobre os atlantes. Outros, entretanto, atribuem a extinção daquele povo ao descontrole sobre os poderes de uma avançada tecnologia que podia manipular "energias cosmotelúricas". O abuso de tais energias provocou um grave desequilíbrio ecológico.



Toltecas

Scott Elliot escreve que a terceira raça Atlante (cada Raça se subdivide em sete rubraças), eram os Toltecas - e eram gigantes. Sua altura média era 2,5 m. Viviam na fabulosa Cidade das Portas Douradas, um grande centro urbano, com palácios e portos, estruturado em "ilhas" cicundadas por canais artificiais, como o sacerdote egípcio descreveu para o grego Sólon (e Sólon contou a Platão).

Na Cidade das Portas Douradas, o oricalcum era o metal mais precioso. Havia templos dedicados a várias deidades, jardins, piscinas ao ar livre, ginásios, instalações militares, como quartéis e um gigantesco hipódromo.

Não havia muitas grandes cidades na civilização Atlante porque os sábios perceberam que haveria um impacto ambiental. Murry Hope, em Pratical Atlantean Magic (1991), descreve as comunidades como pequenas, constituídas de casas circulares. O paranormal Dale Walker, viu grandes torres que eram faróis apontados para o mar. Nos grandes templos, combinações de luz, cor, sons, magnetismo e energias de pensamento se canalizavam através de cristais.

Walker também fala da medicina dos atlanteanos: os sacerdotes podiam se conectar às mentes dos pacientes e comandar completamente o organismo, acessando o órgão enfermo e promovendo a cura operando diretamente sobre as energias constitutivas das moléculas e células, sem dor, sem sangue, sem trauma.

 

Cristais



Outro vidente muito conhecido, Edgar Cayce, fala do avanço técnico da civilização Atlante, baseado na utilização dos cristais para potencializar a energia da luz. Os cristais eram utilizados para converter energia solar em eletricidade; para controlar a incrível reação entre matéria e antimatéria. Os cristais possibilitaram vôos espaciais. Entretanto, o avanço energético não impediu a inversão dos pólos magnéticos da Terra, as mudanças climáticas, os terremotos, as erupções vulcânicas.

Possuíam "telas mágicas" nas quais podiam ver tudo o que acontecia em qualquer ponto da Terra; esferas de luz que acendiam e apagavam com simples movimento das mãos; carros sem cavalos que lançavam raios de fogo branco e lilás; uma imensa frota de navios e "pássaros de prata" que viajavam pelo céu. Também há indícios de haviam naves espaciais que podiam viajar para a Lua e para outros planetas. A ciência atlante criava seres humanos e usava "máquinas mentais subatômicas". Os cristais também eram usados na medicina: um pequeno cristal colocado na palma da mão do paciente mudava de cor oferecendo o diagnóstico da doença.

Escrito por Atlantis às 11h56
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07/11/2011


Fantasmas segundo o Espiritismo

 

Nas tradições das culturas primitivas e, contemporaneamente, para os teósofos, as aparições de fantasmas são, em geral, consideradas manifestações de seres atormentados; um evento nocivo para os vivos. A doutrina Espírita, porém, afirma que qualquer tipo de espírito, dos mais elevados aos mais grosseiros, pode fazer-se visível ou presente através de ruídos, vozes ou movimentação de objetos. Os espíritos "do bem", quando aparecem, têm objetivos nobres ou, no mínimo, justificáveis: consolar entes queridos que sofrem com a separação e com a dúvida sobre a continuidade da existência post-mortem; dar conselhos ou, ainda, pedir assistência para si mesmos, o que pode ser feito através de orações e boas ações, no sentido de corrigir ou compensar os malfeitos do morto. Mas os espíritos malvados também aparecem e estes, sim, têm o intuito de "assombrar" os encarnados movidos por sentimentos negativos.

Existem, ainda, assombrações que não se fazem visíveis; não pretendem perturbar ninguém mas são percebidas pelos sentidos das pessoas dotadas de mediunidade, consciente ou inconsciente. Estes mediuns involuntários, que fornecem ser perceber seu próprio ectoplasma para densificar a assombração, acabam vendo os espectros nos lugares ditos assombrados, onde tais espíritos vagueiam durante dias, meses, séculos, milênios até, psicologicamente aprisionados por não conseguirem superar o trauma de suas mortes violentas [magoados] ou apegados aos afetos, paixões e vícios cultivados em vida. São as sombras que habitam os famosos castelos europeus e os cemitérios; que conduzem os navios-fantasma, almas penadas das estradas e edificações, em ruínas ou não, que foram cenário de acidentes trágicos.

O Espiritismo Kardecista surgiu na Europa no século XIX proclamando-se como Terceira Revelação [a primeira, foi o judaísmo de Abraão e Moisés, a Segunda o Cristianismo], realização da promessa de Cristo de enviar o "Espírito da Verdade"; e a "Verdade" Espírita mostrou-se repleta de fantasmas numa época em que as aparições e os fenômenos das "mesas girantes" eram moda na Europa e a evocação dos mortos, brincadeira de salão. Em 1851, na França, Alan Kardec [1804-1869] publicou o Livro dos Espíritos sistematizando uma doutrina que buscava explicar o destino do indivíduo após a morte:

"Durante a vida, o Espírito está ligado ao corpo pelo seu envoltório material, o perispírito... que se separa do corpo quando cessa a vida orgânica. ...No instante da morte o desprendimento do Espírito não se completa subitamente; ele se opera gradualmente... Para uns é bastante rápido... Noutros, porém, sobretudo naqueles cuja vida foi toda material e sensual, o desprendimento é muito mais demorado, e dura às vezes alguns dias, semanas e até meses e anos. ...É lógico admitir que quanto mais o Espírito estiver identificado com a matéria, mais sofrerá ao separar-se dela. ...Nas mortes violentas, por suicídio, suplício, acidente, apoplexia, ferimentos etc., o Espírito é surpreendido, espanta-se, não acredita que esteja morto e sustenta teimosamente que não morreu" [KARDEC, 2006].

Os Espíritas acreditam que o mundo está cheio de fantasmas que tudo vêem sem serem vistos: "pois estais incessantemente rodeados por eles... e quando vos julgais bem escondidos, tendes muitas vezes ao vosso lado uma multidão de espíritos..." ─ o que é muito constrangedor em termos de privacidade.

O "medo de fantasma é uma atitude irracional produzida pela ignorância, desconhecimento sobre a natureza dos espíritos. Sobre as aparições, consta no Livro dos Mediuns que "são muito mais freqüentes do que se pensa" e a preferência dos fantasmas pelas horas noturnas é um mito e um engano. Ocorre, simplesmente, que a substância dos fantasmas é mais perceptível, a olho nu, à noite, tal como acontece com as estrelas.A claridade ofusca a luminescência sutil que caracteriza todos os espíritos. [Porque, objetivamente, os espíritos são feitos de uma energia semelhante à luz e o perispírito não é fosco, ao contrário, é dotado de suficiente transparência para deixar passar essa verdade ontológica de que, em última instância, o espírito é luz].

As assombrações são espíritos que não conseguiram se desligar de certas pessoas, coisas ou lugares. a regularidade das manifestações torna esses espíritos conhecidos [dos vivos] e até famosos, enquanto a maioria circula anônima e invisível. Existem assombrações completamente inocentes, que não pretendem assustar ninguém. As vezes trata-se apenas de uma afeição um tanto piegas por um lugar. Outras, porém, são espíritos realmente "carregados". Não conseguem sair de uma casa, uma estrada, um cemitério, ou e"encontram em uma pessoa, ou seguem para onde quer que vá, um retrato, uma jóia, uma canastra de moedas: "Os avarentos, por exemplo, que viveram escondendo e viveram escondendo suas riquezas, podem ainda espreitá-las e guardá-las. Rancorosas, tais assombrações remoem lembranças, vinganças, ódio e remorsos.

São espíritos que tem sempre as tragédias da vida e da morte diante dos olhos. Uma assombração, no âmago de sua essência, é a manifestação de uma péssima "idéia fixa". E para "expulsar" as assombrações, os espíritas desaconselham o espetáculo dantesco que qualquer ritual e recomendam fazer o bem, ser bom, ser zen, porque no universo subjetivo e subatômico da realidade metafísica, não são os opostos que se atraem; ao contrário, os semelhantes se aproximam. O bem atrai o bem, o mal atrai o mal. [Observemos a unidade da substância pura: é constituída de átomos de um só elemento. Meditemos...]

Escrito por Atlantis às 02h45
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06/10/2011


Amarração será que funciona?

  

 Trata – se de um poderoso Trabalho Espiritual de Magia Negra e Vudu , onde os Resultados acontecem de qualquer jeito . É um Trabalho muito forte, feito O trabalho uma vez não tem como mais voltar atras e pelo resto da vida. Este Poderoso Trabalho Espiritual é indicado para aquelas pessoas que pretendem conquistar alguém de forma a poder usar e abusar desta determinada pessoa fazendo ela chorar nos seus pés e poder até humilha–la como quizer que , mesmo assim esta pessoa não a deixará . A pessoa mandante poderá inclusive ficar com todos os bens materiais da pessoa pois , será nescessário apenas pedir que , com certeza a pessoa enfeitiçada é levada a uma situação onde passará todo o seu patrimônio em seu nome ou no nome de quem a pessoa desejar por “livre e espontânea vontade

Uma amarração produz esse resultado de oportunidades de união no amor, porque as entidades espirituais invocadas e que infestam o «amarrado», vão abordar a pessoa amarrada e vão causar certos efeitos de tormentos e tribulações na sua alma.

Você pergunta:

- que efeitos produz uma amarração? Que efeitos tem o espírito que está operando invisivelmente uma amarração na vida de uma pessoa?

Os espíritos provocarão fundamentalmente 5 tipos de efeitos na vida da pessoa que estão querendo amarrar a quem encomendou a maldição ou aquilo a que vulgarmente se chama um trabalho de magia..

Os 5 efeitos de uma amarração sobre uma pessoa, são:

1-Tentação, seja na forma ou de desejo carnal, ou na forma da pessoa amaldiçoada ser induzida a andar com o mandante da amarração no pensamento, ou na forma de uma vontade sem explicação logica , (ou da geração de circunstancias), e que de tempos a tempos impele a vitima a estar próxima do mandante da maldição

2-Problemas,acidentes, contratempos, revezes, perdas, atrasos, infortúnios, tribulações e eventos desmoralizadores que tendem a perseguir a vida da vítima de maldição de amarração, e por vezes mesmo ate aqueles que a rodeiam e que essa pessoa ama. Pode também uma má-sorte relativamente ocasional parecer persistir em suceder-se na vida da pessoa, ou nas de pessoas a ela ligadas sejam parentes ou amigos ,fazendo com que se afaste destas pessoas que por ventura possam tentar ajudar o amarrado.

3-Estados mais ou menos visíveis de confusão, ou desorientação, que tendem a ocorrer na vítima da maldição de amarração ou nas pessoas proximas. A pessoa amaldiçoada ou alguma pessoa que esteja prejudicando seu intento, pode revelar comportamentos rebeldes, ou que evidenciam uma revolta mais ou menos inexplicável, ou ate mesmo um sentimento de angustia que persiste em acompanhar a pessoa, pois que ela esta sendo infestada por espíritos maus e mesmo não tendo disso consciência, ( pois que os seus olhos não os vêem), a pessoa contudo pressente no seu intimo que algo não esta certo e acaba por manifestar condutas desorientadas, contraditórias, impacientes, revoltosas, indecisas, atípicas, como se a pessoa parecesse não estar totalmente «em si mesma», ou como se ela não soubesse bem o que quer, ou que a pessoa tanto hoje atuasse num sentido e amanha noutro, ou que a pessoa manifestasse visíveis estados de irritabilidade e intolerância ás contrariedades.  

4-Perturbações espirituais advindas da infestação de espíritos na criatura vitima de maldição de amarração, e que lhe podem afectar os sonhos, (sonhos intensos, pesadelos, sonhos estranhos e fortes ou ate mesmo a ocorrência de insónias), e ate mesmo gerar comportamentos dispersos, erráticos ou contraditórios. Perturbações alimentares, dores de cabeça e outros tipos similares de distúrbios físicos que não tenham uma origem atestada por uma explicação médica, podem também ocorrer. Não pretende com a isso a maldição gerar doenças ou enfermidades, mas antes contribuir para a fragilização e desorientação da pessoa amaldiçoada

5-Estados de indecisão, ou desmoralização, ou ate mesmo isolamento. Em alguns casos estes estados podem afetar as capacidades de normal discernimento, e pode a pessoa cair num estado de alheamento, impasse e estagnação, na qual ela fica constrangida de tal forma em virtude dos padecimentos da alma, que não consegue combater senão permanecer em desgraça, pois ela aceita tudo que o mandante da maldição falar.

Contudo também não se consegue libertar da maldição e dos desejos expressos do mandante da maldição, e tudo estagna num impasse até que ela aceite abrir-se aos fins do malefício. Pode também a vida da pessoa ser espalhada e dispersa por caminhos maus, a fim de a fazer vaguear perdida por maus destinos e jamais encontrando o seu bom destino, e assim suceda para que ela jamais encontre paz nem tranquilidade, e para que assim sendo ela vá apenas encontrando aridez e desilusão após desilusão, e assim sucedendo então ela se canse de vaguear perdida e de sofrer na alma, e assim aceite o mandante da maldição. Podem por tudo isso ocorrer manifestações de padecimentos espirituais que não sendo conscientes ou visíveis, contudo deixam a pessoa amargurada e atormentada no seu íntimo, pois que a sua alma está condenada a permanecer infestada de uma maldição.

Em resumo:

Estes são em traços gerais, os 5 efeitos que se farão sentir sob uma pessoa vítima de uma maldição de amarração.

Alguns destes efeitos são visíveis, ( como por exemplo os comportamentos que a pessoa passa a assumir, ou as tribulações que a possam atingir), ao passo que outros efeitos são invisíveis, ( como as tormentas e padecimentos espirituais que acometem a pessoa, e que não sendo visíveis contudo são perturbadores, angustiantes, ou desestabilizantes e opressivos para a pessoa que os sofre no intimo da sua espiritualidade e por vezes mesmo de uma forma semi-inconsciente pois que ela não pode ser alertada para o facto de estar a ser «amarrada»). .

Uma maldição é um processo espiritual que infesta a alma de uma pessoa, pelo que na sua essência a infestação não é visível aos olhos tal como o espírito não se vê com os olhos e porem ele existe, nem as almas se podem ver com os olhos e porem elas existem. Contudo, a infestação de amarração embora não se vendo, ela existe e é tão real como são os espíritos, e como é Deus. Tudo isto é feito, para que em espírito a alma da pessoa amaldiçoada seja amarrada, presa e constrangida, e assim seja ate que no corpo ela ceda e se submeta as vontades do mandante da maldição.Por isso, numa maldição de amarração se diz:«Fulano ( nome da pessoa a quem se faz a amarração), se tu amares outra pessoa que não a mim, eu direi ao Diabo que te encerre no mundo das aflições, e de lá não saias senão para te unires a mim»

Livro de S. Cipriano, Capitulo «As Mágicas» de S. Cipriano, pag. 329

Pois assim: O que pede a amarração?

Pede que tal como a alma condenada é aprisionada no inferno, também a alma amarrada fique presa, ligada e constrangida a padecimentos ate que ela se submeta, e que assim essa alma espiritualmente presa, atada e amarrada apenas se livre dos tormentos quando ceder á maldição e quando dominado obedeça ao mandante sem questionar

Assim: ou ela regressará, ou ela amaldiçoada ficará até regressar.

Significa isso:A criatura ficará espiritualmente amaldiçoada, a sua alma será objecto de infestação de maldição, e de tempos a tempos terá algum descanso para que não morra, pois que a morte não se lhe deseja. Mas depois, logo regressará a maldição em forma para atormentar a vítima, pois que ela não terá descanso.

Da maldição, a criatura amaldiçoada apenas se livrará se regressar ao mandante da maldição, ou finda a sua vida, ou se o mandante decidir «libertar» a vítima da maldição

Ou através de muita ajuda e convencimento do amarrado que torna-se quase impossível por este estar enfeitiçado e não acreditar que isso possa ocorrer.            

 

 

Escrito por Atlantis às 00h29
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21/07/2011


FADAS

 

A própria definição do que é um fada é tão fugidia quanto as suas aparições. O folclorista Joseph Ritson, na sua dissertação On Faries, define fadas como uma espécie de seres parcialmente materiais, parcialmente espirituais, com o poder de mudarem a sua aparência e de, conforme a sua vontade, serem visíveis ou invisíveis para os seres humanos. Já Jorge Luís Borges e Margarita Guerrero em O Livros dos Seres Imaginários dá a seguinte descrição: "Seu nome se vincula ao vocábulo latino fatum (fado, destino). Intervêm magicamente no que sucede aos homens. Já foi dito que as fadas são as mais numerosas, as mais belas e as mais memoráveis das divindades menores. Não estão limitadas a uma única região ou a uma única época. Os antigos gregos, os esquimós e os pele-vermelhas narram histórias de heróis que alcançaram o amor dessas fantásticas criaturas. Tais aventuras são perigosas; a fada, uma vez satisfeita sua paixão, pode matar seus amantes. Na Irlanda e na Escócia atribuem-lhes moradas subterrâneas, onde confinam crianças e os homens que costumam seqüestrar. O povo crê que elas possuíam as pontas de flechas neolíticas que desenterraram nos campos e as quais dotam de infalíveis virtudes medicinais. As fadas gostam da cor verde, do canto e da música."

 

 

Apesar de nos dias de hoje, principalmente por causa da mídia de filmes e desenhos infantis, as fadas serem retratadas como pequenas mulheres com asas, originalmente e até hoj em locais onde a crença nesses seres é forte, elas eram descritas de formas muito diferente, inclusive conflitantes: para alguns era seres altos, com mais de 3 metros de altura, canibais e violentos, para outros eram criatura deformadas e ignorantes, ainda existem aqueles que as descrevem como seres quase angelicais. Isso mostra que provavelmente Fada era um adjetivo usado para se descrever grande parte dos seres culturais que existiam em certas localidades, mesmo que se tratassem de criaturas muito diferentes entre si. Da mesma que eram descritas como seres pequenos, existem inúmeros relatos que lhes conferem a estatura de uma pessoa normal. Isso pode indicar também que sua estatura está associada a sua natureza sutil, o resultado de sua vontade e não de sua limitação física.

Suas asas se tornaram populares na era vitoriana, nos séculos XV e XVI, quando as fadas passarma a ser pintadas, mas elas são raramente mencionadas nas compilações folclóricas, onde mesmo quando voam o fazem através de mágica e não asas, ou então surgem voando nas costas de insetos ou pássaros.

Além de descrições antropomórficas, existem relatos de fadas descritas com a aparência de um animal, às vezes a fada tem a capacidade de assumir a forma de um animal, outras ela não muda de forma e o animal, como cachorros negros, por exemplo, mantém sua forma constantemente, mas se difere de um simples cão por ser uma fada.

Um dos primeiros estudos importantes sobre as fadas é "A República Secreta dos Elfos, das Fadas e dos Faunos", escrito em 1691 pelo  pastor presbiteriano escocês, reverendo Robert Kirk de Aberboyle. Trabalhando nas Highlands da Escócia, ele tinha interesse vívido pelas crenças sobrenaturais da região e estava convencido da realidade das fadas. Ele mesmo pergunta no início do seu tratado: "Como seria possível a uma crença tão disseminada, mesmo que tenha apenas um décimo de verdade em suas histórias, brotar do nada?. Ele realizou suas investigações tendo em vista que quando tivesse informações sucifientes, poderia esmiuçar ao máximo a natureza da vida destas criaturas. Segundo ele as fadas são de uma "natureza intermediária entre os homens e os anjos, como eram os daemons descritos pelos antigos". Esta definição não é muito diferente da dada pela teosofia. Dora Gelger em seu livro O mundo real das fadas e que as descreve como uma sorte de elemental.

Rev. Kirk detalha a aparência das fadas em seu tratado diz que elas possuem corpos de espíritos fluídos, capazes de mudar a cor da luz que emanam, mais ou menos da mesma natureza de uma nuvem condensada e que podem ser mais facilmente observadas durante o crepúsculo do anoitecer. Seu corpo é de uma matéria tão sutil que elas parecem poder aparecer e desaparecer ao seu bel prazer. Elas guardam costumes e idioma como o do povo do país em que vivem. Certas fadas possuem uma natureza tal que podem ser vistas em trânsito, mas nunca estacionárias. Outras nunca ficam paradas estando sempre em algum tipo de movimento. Outras ainda podiam ser ouvidas mas não vistas. Viajam muito, amiúde pelos ares, podiam roubar o que  quisessem (desde alimentos até bebês humanos)  e não tinham religião particular. Os mortais dotados de clarividência  tinham maior probabilidade de vê-las, já que eram geralmente invisiveis ao olho humano. Diz a lenda que o Rev Kirk foi arrebatado para o mundo das fadas pouco depois de publicar seu tratado, as fadas o teriam levado embora por ter revelado seus mistérios. Em 1815, Sir Walter Stooth Scott ( Não confundir com o famoso literato de mesmo nome) fez publicar esse manuscrito, e surpreendentemente também sumiu do dia para noite.

O assunto só ganhou interesse acadêmico um século depois quando o já citado W. Y Evans-Wentz publicou em 1911 seu livro "A Crença nos duendes nos Países Celtas". Evans era antropólogo especializado em religião e doutorado pela Universidade de Oxford. Ele percorreu as ilhas britânicas e a Bretanha na costa oeste da França e publicou o resultado de suas viagens em um espesso livro que permanece um clássico dos estudos de criptozoologia. Além de documentar o que restava da tradição oral da crença Wentz concluiu que "Podemos postular cientificamente que, diante dos dados da pesquisa a existência dessas inteligências sutis. Se são deuses, gênios, demônios, ou como alega o próprio povo que o descreve fadas legítimas este é um trabalho inconcluso que o futuro nos reserva."

Como vimos, a influência das fadas em escolas iniciáticas ou em grupos ocultistas se desenvolveu criando-se uma cultura igualmente rica à folclórica, mas focada para um aspecto menos cotidiano: a busca pela sabedoria. Inlfuencidos pelo cristianismo esotérico muitos esotéricos, como a própria Gelder, dividem os seres invisíveis da criação em grupos, os seres superiores seriam os anjos ou devas, que além dos próprios afazeres teriam também a supervisão dos seres "inferiores" em sua lista de tarefas. Então, tomados pela mesma sanha de catalogar e dividir, esses esoteriastas separam os seres invisíveis e os associam com os diferentes quatro elementos da cultura mística ocidental. De acordo com essa divisão as fadas seriam elementais do ar.

 

Embora com o tempo tenham sido comparadas com anjos, ou colocadas sob sua guarda e sejam vistas em sua maioria como seres benignos que gostam de ajudar as pessoas, uma compilação folclórica sobre costumes em relação a fadas mostram que grande parte do que se sabe a respeito de fadas são maneiras de se proteger se sua magia e sua malícia. Além disso uma crença comum era a de que fadas eram conhecidas por roubar recém nascidos, muitas vezes substituíndo-os por crianças fadas ou outro tipo de criaturas que se assemelhavam ao bebê, mas com o tempo iam revelando sua origem não humana.

Muito do ceticismo atual em torno das fadas se deve a um episódio ocorrido em meados de 1917, o famoso caso conhecido como "As Fadas de Cottingley". Nele, duas adolescentes inglesas Elsie Wright e Frances Griffiths ganharam fama ao alegar que conseguiram fotografias autênticas de fadas e duendes que habitavam o jardim da casa onde viviam. O caso ganhou atenção internacional, em especial do público espiritualista e foram publicadas no Strand Magazine em 1920. Confira algumas delas abaixo:

As duas primas de Cottingley ganharam um insuspeito advogado quando Sir Arthur Conan Doyle, criador do famoso personagem Sherlock Holmes chegou a escrever um livro The Coming of the Fairies ("A Vinda das Fadas") para defender a veracidade das mesmas. De fato nenhum especialista até hoje conseguiu qualquer evidência de montagem fotográfica ou manipulação de imagens. Entrevistadas pela BBC muitos anos depois, em 1970 as duas senhoras continuaram defendendo sua história, mas Elsie declarou que "se você pensar seriamente em alguma coisa ela se tornará sólida, real. Acredito que as fadas eram invenção da nossa imaginação" e muitas pessoas viram nisso uma velada confissão de fraude. As suspeitas se confirmaram em 1982 quando numa entrevista a Joe Cooper as primas admitiram que haviam forjado as fotos. Sem nenhum talento para manipulação fotográfica, elas apenas posaram ao lado de recortes de papel.

Presente de Fadas

Independente de sua aparência ou motivação, as fadas são conhecidas por seus presentes. Geralmente após presentear uma pessoa, elas esperam um outro presente em troca, caso não recebam elas infernizam a vida e a calma da pessoa que teve a sorte de receber o que elas tinham para dar. Alguns consideram seus presentes um sinal de boa sorte, outros afirmam que nada que venha de uma fada é coisa boa, e deve ser evitado a qualquer custo e assim desenvolveram uma série de costumes para se afastar fadas, como o uso de amuletos, preces e o Ferro-Frio, que para uma fada é pior do que veneno.

Por outro lado, uma tradição que mostra como presentes de fadas são bem-vindos é a crença na fada-do-dente, disseminada para as crianças, onde os dentes de leite que caem são deixados deaixo do travesseiro para que a fada-dos-dentes o substitua por um doce, uma moeda ou um presente.

Acreditar em Fadas

Se o objetivo das fadas é esconder-se dos humanos nenhum golpe poderia ser mais certeiro. Desde então nenhum crédito científico ou acadêmico foi dado para qualquer relato envolvendo estes seres fantásticos. Se as fadas existirem de fato, estão hoje mais protegidas do que nunca. Porém, para sermos imparciais devemos admitir que  mesmo aquelas pessoas que desejam dar um salto de fé e confirmar a existência delas se deparam com um problema que não é trivial: as tradições sobre as fadas quando consideradas em seu conjunto são complexas e variadas demais para constituírem um todo coerente. Quando lemos a vasta quantidade de relatos pensamos muito mais em divagações da imaginação do que em um misterioso mundo invisível no qual elas habitariam.  De fato, a palavra fairyplain (o mundo das fadas) procede de uma palavra mais antiga fai-erie, que significava mais um estado de encantamento do que um lugar sobrenatural.  No clássico Peter Pan, lemos ludicamente que cada vez que alguém diz "Não acredito em Fadas", uma fada cai morta no chão em algum lugar.  A título de hipótese talvez as fadas sejam dependentes de nossa imaginação, como sugere esta citação. Não por serem meras crenças, pois os relatos durante toda história nos proibe de achar isso, mas por serem centelhas de inteligências automonas que vivem em nossa imaginação. Vivem em nossa mente tal como as bacterias e microorganismos vivem em nossos corpos físicos e se revelam apenas quando nos tornamos receptivos a elas.

Escrito por Atlantis às 15h50
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27/06/2011


Sereias

 

 

As sereias e outros seres fantásticos, antropomórficos ou não, fazem parte do imaginário popular mundial. Aparecem nas mais diversas culturas do mundo. Seus mitos são muitos antigos. Tal como os anjos, as sereias são seres que qualquer pessoa reconheceria facilmente mas que dificilmente serão vistos realmente, por alguém. 

Existem relatos e representações milenares porém registros atuais, simplesmente, inexistem. Nesta pós-modernidade e bem antes disso, desde o fim do século XVIII, apesar da incredulidade de cientistas ortodoxos, pesquisadores têm fotografado fantasmas, ou ao menos, o fenômeno da exsudação de ecoplasma e, ainda, filmado OVNIs e outros objetos voadores não identificados, supostos Ietis [ou Yetis, Pé Grande] ou mesmo o monstro de Loch Ness. Não há fotos de sereias e sereios. 

Mas, diferente dos anjos, as sereias não se relacionam a nenhuma doutrina ou mesmo metáfora teológica que explique sua existência. Não há um texto de referência histórico nem dogma da sereia de nenhum tipo. As sereias são criaturas ambíguas. Boas e malignas, aliadas ou inimigas da raça humana, elas aparecem nas tradições orais do folclore de diferentes povos e habitam igualmente o mundo das artes de todas as épocas, onde inspiram pintores, escultores, escritores de ficção, cineastas. 

Ninguém sabe de onde saiu a idéia da existência de sereias [e também homens-marinhos, aquáticos]. Homens e mulheres-peixe são, talvez, uma fantasia inevitável. A Humanidade tem povoado os oceanos e os céus com criaturas híbridas, antropomórficas mas dotadas de atributos próprios do meio onde transitam: águas, ar, fogo.A mente cria o desconhecido a partir do familiar: assim são concebidos os híbridos, cuja morfologia apresenta uma combinação de seres conhecidos. Esfinges, centauros, sátiros, são parentes das Sereias. No caso das Sereias [e sereios], é possível que sua origem seja o reflexo de algum tipo de memória ancestral do desenvolvimento evolucionário vida, em si mesma e da espécie humana.

 Deuses & Demônios

Os mesopotâmicos foram mestres da hibridização. Criaram figuras diversas e não somente cruzamentos peixe-humanos mas, também, as mais exóticas criaturas: peixe=carneiro, homem-escorpião, homem-leão, serpente-dragão, por exemplo.

Na Mesopotâmia a investigação arqueológica encontrou gravuras em pedra e esculturas que mostram homens-peixes [e só ocasionalmente, mulheres-peixe]. Porém, estes híbridos mesopotâmicos não são representados do modo mais conhecido atualmente, como seres metade peixe, metade gente em uma atmosfera lúdica, de fantasia. Não aparecem em paisagens aquáticas. Assemelham-se a homens vestidos ou caracterizados como peixes, retratados em ambiente civilizado e ocupando posições de destaque na sociedade.

 Usam mantos que imitam o peixe, ainda que alguns mostrem a pele escamosa. Os híbridos da antiga Mesopotâmia são escribas e sacerdotes. Outros, são entidades sobrenaturais: demônios e deuses. Destes, que seriam entes sobrenaturais, o ícone mais representativo e historicamente é Oannes. Um tipo de personagem arcano, misterioso fundador e instrutor da civilização. Oannes é representado com o corpo de peixe, cabeça e pés humanos. Segundo a tradição, Oannnes saiu do mar para ensinar aos Homens as artes e ciências da civilização, como a agricultura, a a arquitetura etc..

 Os textos gravados nas tábuas de argila da Mesopotâmia são fragmentados e, por isso, a figura de Oannes permanece um mistério. Porém, é possível deduzir que Oannes faz parte de um universo ou mundo paralelo ao mundo humano. Este outro mundo é habitados por seres sobrenaturais. Amigáveis, como Oannes, ou hostis, todos estes seres podem ser entendidos como deuses e demônios.

Os entes femininos aquáticos mais destacados da mitologia grega são as Oceanídeas, as Náiades e as Nereidas. São descritas como figuras afáveis. Ocasionalmente, são representadas montadas em golfinhos. 
Existem ainda os masculinos Typhon [ou Tifão], Oceanus [filho de Uranos e Gaia, Céu e Terra. Oceanus era o mais velho dos Titãs e Aqueloo, deus do rio homônimo, filho de Oceanus e Tétis. [Hoje o rio Aquelôo é chamado Aspropótamo e é o maior rio da Grécia. Na verdade Oceanuse Tétis, ela também uma Titânia, juntos, geraram três mil rios e três mil Oceânidas [ninfas do mar].

Aquelôo é considerado o pai das sirenes, sirenias ou sereias porém há controvérsias. Outra versão diz que as Sereias são filhas do deus marinho Fórcis. Estas sereias têm um mito repleto de peripécias. Elas seriam quatro mas somente os nomes de três delas é mencionados: Lígia, Leucósia e Partênome. Em sua origem eram pássaros com cabeça de mulher que habitavam uma ilha do Mediterrâneo. Malignas, tinham um canto melodioso que atraía os marinhos até que suas naves se chocassem contra os rochedos. Ou seja, as sereias que assombram os marujos não são híbridos mulher-peixe.

A mais conhecida aparição de Sereias é relatada por Homero, na Odisséia. O herói, Ulisses [ou Odisseus] sabe que ouvir o canto das Sereias é fatal: os marinheiros enlouquecem e se atiram no mar. Prevenido, Ulisses providencia que todos os marujos tapem seus ouvidos com cera. O próprio Ulisses, ordenou que o amarrassem a um mastro. Deste modo, todos escaparam do melodioso chamado da morte. Sobre as Sereias, Homero diz apenas que elas habitam um prado florido cercado pelas ossadas de suas vítimas. Homero não faz referência a atributos de peixe.

Nos vasos gregos e murais romanos, as sereias são representadas como mulheres pássaro. Às vezes, somente com a cabeça humana, outras, humanas até a cintura, dotadas de tronco feminino e braços, necessários para tocarem seus instrumentos musicais. Na condição de pássaros, correspondente ao mito grego mais antigo, as Sereias-Sirenes se confundem com as Harpias, filhas da famosa Electra com Taumante [divindade das nuvens, dos vapores e da chuva]. Também chamadas raptoras, as Harpias são três: Aelo, Ocípite e Celen. Os nomes significam, respectivamente: Borrasca, Vôo Rápido e Obscuridade. Raptavam principalmente crianças e almas.

Nos últimos dois anos, moradores de áreas costeiras a sudoeste do Mar Cáspio têm observado uma criatura estranha, com aparência zoomórfica, entre um anfíbio e um ser humano. Em março deste ano uma testemunha, Gafar Gasanof, capitão de um barco de pesca disse à reportagem do jornal iraniano Zindagi: "Essa criatura nadou próxima ao barco por muito tempo. No começo nós pensamos que era um peixe grande mas então vimos que tinha cabelos na cabeça do monstro e suas nadadeiras pareciam estranhamente belas. A parte da frente do corpo tinha braços!" Em seu retorno ao Azerbaijão, quando contou o ocorrido, ninguém acreditou na história do capitão. Alguns simplesmente insinuam que o marujo tomou uns drinques a mais.

Entretanto, pouco tempo depois da publicação da entrevista, as redações dos jornais iranianos foram inundadas por numerosas cartas de leitores que afirmavam acreditar na história que consideravam como mais uma evidência da existência do chamado "homem-do-mar". Os leitores chamam a atenção para o fato de que muitos pescadores têm visto a estranha criatura desde fevereiro, depois que vulcões submarinos deram sinais de atividade ao tempo em que se intensificaram os trabalhos de exploração petrolífera no Mar Cáspio.

As testemunhas concordam na descrição do homem marinho: altura entre 1,65 e 1,68 m, compleição forte, estômago pronunciado, pés deformados como garras e mãos com quatro dedos ligados por membranas. Seus cabelos parecem entre negros e verdes, pele branca e luminosa como a luz da lua. As pernas e os braços são curtos e parecem pesados. Além das unhas nos dedos ele possui protuberâncias semelhantes no nariz aquilino semelhante ao focinho bicudo de um golfinho. Não há informações sobre as orelhas. Seus olhos são grandes e pronunciados tal como os dentes e o maxilar superior; em compensação, não tem queixo.

Os iranianos apelidaram a criatura de Runa-Shah ou "O Mestre dos Mares e Rios", inspirados nas histórias sobre cardumes de peixes que acompanham o homem marinho em suas aparições. Dizem, também, que nos lugares percorridos pelo estranho ser as águas tornam-se claras, cristalinas, e assim permanecem por dois ou três dias. Os pescadores acreditam que os peixes que permanecem vivos na rede podem sentir o homem-peixe se aproximando, vindo das profundezas do mar. Os peixes observados produzem um barulho quase inaudível, como se fosse um chamado, cuja resposta é um barulho semelhante produzido pela criatura que, de fato, se aproxima.

Muitos pesquisadores acreditam que onde há fumaça há fogo e as histórias que circulam no Iran podem ser verdadeiras. Além disso, há um ano, em maio do ano passado, Runan-Shah foi visto por um pescador, morador de uma vila localizada entre as cidades de Astara e Lenkoran. Especula-se que a criatura não está sozinha; existiria uma família de humanos submarinos engajados em uma missão: deter os problemas ambientais que começam a ameaçar o Mar Cáspio, cuja fauna e flora tem se deteriorado significativamente desde que começaram as atividades da indústria petrolífera na região coincidindo com a reativação de vulcões no fundo do mar. Com o implemento de outra indústria, a de alimentos, que trabalha com frutos-do-mar, a situação do ecossistema deve piorar este ano.

O Runah-Shah do Mar Cáspio não é a única ocorrência de homem-aquático relatada na história. Herótodo (o Pai da História) e Platão acreditavam que a humanidade foi originalmente anfíbia e seus descendentes, hoje ocultos, fundaram uma civilização submarina. Estudiosos atuais acolhem a teoria e cogitam que o soluço é uma reação atávica remanescente de tempos muito recuados quando os homens possuíam dois órgãos respiratórios: pulmões e guelras.

The Universe and Humankind (O Universo e a Raça Humana), uma coletânea de artigos científicos publicados em São Petersburgo, em 1905, contém a estória de uma mulher marinha que teria sido capturada no Caribe. Também há registros de cadáveres de homens anfíbios encontrados na região das Ilhas Açores, em 1876. As descrições destes especimens coincidem com as observações das testemunhas do Mar Cáspio.  FONTE: Misterious amphibious human-like creature spptted in the Caspian Sea
IN PRAVDA ENGLISH  ̶  publicado em 25/03/2005.

 

Escrito por Atlantis às 14h54
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02/05/2011


Particula Divina I

 

 

  A Física continua a dar ao Espiritulismo, ainda que os físicos de tal não se apercebam, ou melhor, não queiram por enquanto se aperceber, uma contribuição gigantesca na confirmação dos postulados espíritualitas, que de maneira nenhuma nós poderemos subestimar. Existe uma ciência espírita, com uma metodologia de ciência, assentada nas questões espirituais, mais do que possamos imaginar, e a prova disso é O Livro dos Espíritos - uma obra atual - um manancial para a Física Moderna. Trazendo-nos um novo conceito básico sobre a visão macro e microcósmica de Deus (ao defini-Lo como "a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas") do Espírito e da Matéria propriamente dita.
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A fisica moderna leva-nos ao encontro do espirito de Deus 

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A física quântica pode constituir uma ponte entre a ciência e o mundo espiritual, pois segundo ela, pode-se "reduzir" a matéria, de forma subjetiva e no domínio do abstrato, até à consciência - causa da "intelectualidade" da matéria. A consciência transforma as possibilidades da matéria em realidade, transformando as possibilidades quânticas em factos reais. Essa consciência deve apresentar uma unidade e transcender o tempo, espaço e matéria. Não é algo material, na realidade, é a base de todos os seres. 

Recordemos o professor de Lyon no O Livro dos Espíritos (9): 
23. Que é o Espírito? 

- "O princípio inteligente do Universo". 

a) - Qual a natureza íntima do Espírito? 
- "Não é fácil analisar o Espírito com a vossa linguagem. Para vós, ele nada é, por não ser palpável. Para nós, entretanto, é alguma coisa." 

Tanto é assim, que os físicos teóricos postulam a existência de uma "partícula", que seria a partícula "fundamental", que ainda não foi encontrada, mas a qual o Prémio Nobel da física, Leon Lederman, denomina a "partícula divina". Partícula essa decisiva pois é ela que determina a massa das restantes, bem como a coesão dada pela gravidade dos 90% do universo ainda desconhecido. 

Leiamos Kardec no O Livro dos Espíritos (9): 

25. O Espírito é independe da matéria, ou é apenas uma propriedade desta, como as cores o são da luz e o som o é do ar? 
- "São distintos uma do outro; mas, a união do Espírito e da matéria é necessária para inteletualizar a matéria." 

26. Poder-se-á conceber o Espírito sem a matéria e a matéria sem o Espírito? 
- "Pode-se, é fora de dúvida, pelo pensamento." 

Cabe lembrar que os físicos, a partir das pesquisas do norte-americano Murray Gel Mann nos aceleradores de partícula, já admitem a existência de um domínio externo ao mundo cósmico dito material onde provavelmente existam agentes ativos também chamados frameworkers, capazes de atuar sobre a energia do Universo, modulando-a e dando-lhe formas de partícula atómica, ou seja por outras palavras - o espírito, chamado também "Agente Estruturador" por vários físicos teóricos. 

Retomemos novamente o mestre lionês In O Livro dos Espíritos (9)

76. Que definição se pode dar dos Espíritos? 
- "Pode dizer-se que os Espíritos são os seres inteligentes da criação. Povoam o Universo, fora do mundo material." 

536. São devidos a causas fortuitas, ou, ao contrário, têm todos um fim providencial, os modo. Deus não exerce ação direta sobre a matéria. Ele encontra agentes dedicados em todos os graus da escala dos mundos."  grandes fenómenos da Natureza, os que se consideram como perturbação dos elementos? 
- "Tudo tem uma razão de ser e nada acontece sem a permissão de Deus." 

b) - Concebemos perfeitamente que a vontade de Deus seja a causa primária, nisto como em tudo; porém, sabendo que os Espíritos exercem ação sobre a matéria e que são os agentes da vontade de Deus, perguntamos se alguns dentre eles não exercerão certa influência sobre os elementos para os agitar, acalmar ou dirigir? 
- "Mas evidentemente. Nem poderia ser de outro

 

 

 

 

Escrito por Atlantis às 10h26
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Particula Divina II

A Teoria das Supercordas e a Dimensão Psi 

Outra teoria quântica, que vem de encontro a existência de uma "partícula divina consciêncial" no final da escala das partículas sub-atómicas, é a teoria das supercordas. Essa teoria foi melhorada e é defendida por um dos físicos teóricos mais respeitados da actualidade Edward Witten, professor do Institute for Advanced Study em Princeton, EUA. De maneira bastante simples e resumida, a teoria das supercordas postula que os quarks, mais ínfima partícula sub-atómica conhecida até o momento, estariam ligados entre si por "supercordas" que, de acordo com sua vibração, dariam a "tonalidade" específica ao núcleo atómico a que pertencem, dando assim as qualidades físico-químicas da partícula em questão. 

Querer imaginá-las é como tentar conceber um ponto matemático: é impossível, por enquanto. Além disso, são inimaginavelmente pequenas. Para termos uma ideia: o planeta Terra é dez a vinte ordens de grandeza mais pequeno do que o universo, e o núcleo atómico é dez a vinte ordens de grandeza mais pequeno do que a Terra. Pois bem, uma supercorda é dez a vinte ordens mais pequena do que o núcleo atómico. 

O professor Rivail, esclarece In O Livro dos Espíritos (9): 
30. A matéria é formada de um só ou de muitos elementos? 

- "De um só elemento primitivo. Os corpos que considerais simples não são verdadeiros elementos, são transformações da matéria primitiva." 

Ou seja, é a vibração dessas infinitesimais "cordinhas" que seria responsável pelas características do átomo a que pertencem. Conforme vibrem essas "cordinhas" dariam origem a um átomo de hidrogénio, hélio e assim por diante, que por sua vez, agregados em moléculas, dão origem a compostos específicos e cada vez mais complexos, levando-nos a pelo menos 11 dimensões. 

Corrobora Allan Kardec In O Livro dos Espíritos (9): 

79. Pois que há dois elementos gerais no Universo: o elemento inteligente e o elemento material, poder-se-á dizer que os Espíritos são formados do elemento inteligente, como os corpos inertes o são do elemento material? 
- "Evidentemente. Os Espíritos são a individualização do princípio inteligente, como os corpos são a individualização do princípio material.." 

64. Vimos que o Espírito e a matéria são dois elementos constitutivos do Universo. O princípio vital será um terceiro? 

- "É, sem dúvida, um dos elementos necessários à constituição do Universo, mas que também tem sua origem na matéria universal modificada. É, para vós, um elemento, como o oxigénio e o hidrogénio, que, entretanto, não são elementos primitivos, pois que tudo isso deriva de um só princípio." 

Essa teoria traz a ilação de que tal tonalidade vibratória fundamenta é dada por algo ou alguém, de onde abstraímos a "consciência" como fator propulsor dessas cordas quânticas. Assim sendo, isso ainda mais nos faz pensar numa unidade consciencial vibrando a partir de cada objeto, de cada ser. 

Complementa Kardec no O Livro dos Espíritos (9): 

615. É eterna a lei de Deus? 
- "Eterna e imutável como o próprio Deus." 

621. Onde está escrita a lei de Deus? 

- "Na consciência." 

Seguindo esta teoria e embarcando na ideia lançada por André Luiz em Evolução em Dois Mundos (11), onde somos co-criadores dessa consciência universal, e cada vez mais responsáveis por gerir o estado vibracional das nossas próprias "cordinhas" - a chamada dimensão Psi por vários investigadores espiritas -, à medida que delas nos conscientizemos, chegaremos a harmonia perfeita quando realmente entrarmos em sintonia com a consciência geradora que está em nós, e também no todo, vulgarmente conhecida por Deus, ou como alguns físicos teóricos sustentam "O Supremo Agente Estruturador". 

Leiamos o Codificador no O Livro dos Espíritos (9): 

5. Que dedução se pode tirar do sentimento instintivo, que todos os homens trazem em si, da existência de Deus? 
- "A de que Deus existe; pois, donde lhes viria esse sentimento, se não tivesse uma base? É ainda uma consequência do princípio - não há efeito sem causa." 

7. Poder-se-ia achar nas propriedades íntimas da matéria a causa primária da formação das coisas? 

- "Mas, então, qual seria a causa dessas propriedades? É indispensável sempre uma causa primária." 

Escrito por Atlantis às 10h16
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Particula Divina III

 

 

 

Interpretemos Allan Kardec In A Génese (10) Cap. II - A Providência: 

20. - A providência é a solicitude de Deus para com as suas criaturas. Ele está em toda parte, tudo vê, a tudo preside, mesmo às coisas mais mínimas. É nisto que consiste a ação providencial. 

«Como pode Deus, tão grande, tão poderoso, tão superior a tudo, imiscuir-se em pormenores ínfimos, preocupar-se com os menores atos e os menores pensamentos de cada indivíduo?» Esta a interrogação que a si mesmo dirige o incrédulo, concluindo por dizer que, admitida a existência de Deus, só se pode admitir, quanto à sua ação, que ela se exerça sobre as leis gerais do Universo; que este funcione de toda a eternidade em virtude dessas leis, às quais toda criatura se acha submetida na esfera de suas atividades, sem que haja mister a intervenção incessante da Providência. 

Esta consciência única do raciocínio quântico, transforma-se em dois elementos: um objetivo e outro subjetivo. O subjetivo chamamos de ser quântico, universal, indivisível. A individualização desse ser é consequência de um condicionamento. Esse ser quântico é a maneira como pensamos em Deus, que é o ser criador dentro de nós. 

Voltemos ao génio de Lyon em A Génese (10) Cap. II - A Providência: 

34. - Sendo Deus a essência divina por excelência, unicamente os Espíritos que atingiram o mais alto grau de desmaterialização o podem perceber. Pelo fato de não o verem, não se segue que os Espíritos imperfeitos estejam mais distantes dele do que os outros; esses Espíritos, como os demais, como todos os seres da Natureza, se encontram mergulhados no fluido divino, do mesmo modo que nós o estamos na luz. 
Geralmente, nós interpretamos Deus como algo unicamente externo. Pensamos em Deus como um ser separado de nós. Isso é a causa dos conflitos. Se Deus também está dentro de nós, podemos mudar por nossa própria vontade. Mas se acreditamos que Deus está exclusivamente do lado de fora, então supomos que só Ele pode nos mudar e não nos transformamos pela nossa própria vontade. Não podemos excluir a nossa vontade, dizendo que tudo ocorre pela vontade de Deus. Temos de reconhecer o deus que há em nós, como afirmou o Doce Amigo há 2000 anos. Então seremos livres. 

Allan Kardec atesta In A Génese (10) Cap. II - A Providência: 

24. - (...) Achamo-nos então, constantemente, em presença da Divindade; nenhuma das nossas ações lhe podemos subtrair ao olhar; o nosso pensamento está em contato ininterrupto com o seu pensamento, havendo, pois, razão para dizer-se que Deus vê os mais profundos refolhos do nosso coração. Estamos nele, como ele está em nós, segundo a palavra do Cristo. 
Para estender a sua solicitude a todas as criaturas, não precisa Deus lançar o olhar do Alto da imensidade. As nossas preces, para que ele as ouça, não precisam transpor o espaço, nem ser ditas com voz retumbante, pois que, estando de contínuo ao nosso lado, os nossos pensamentos repercutem nele. 

O Livro dos Espíritos: uma obra atual e de referência 

A Física continua a dar ao Espiritismo, ainda que os físicos de tal não se apercebam, ou melhor, não queiram por enquanto se aperceber, uma contribuição gigantesca na confirmação dos postulados espíritas, que de maneira nenhuma nós, os espíritas, poderemos subestimar. Existe uma ciência espírita, com uma metodologia de ciência, assentada nas questões espirituais, mais do que possamos imaginar, e a prova disso é O Livro dos Espíritos (9) - uma obra atual - um manancial para a Física Moderna. Trazendo-nos um novo conceito básico sobre a visão macro e microcósmica de Deus (ao defini-Lo como "a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas") do Espírito e da Matéria propriamente dita. 

Concluímos com Allan Kardec no O Livro dos Espíritos (9) resumindo toda esta teoria da Física Moderna de forma magistral, simplesmente espantoso, acreditem...: 
27. Há então dois elementos gerais do Universo: a matéria e o Espírito? 

- "Sim e acima de tudo Deus, o criador, o pai de todas as coisas. Deus, espírito e matéria constituem o princípio de tudo o que existe, a trindade universal. Mas ao elemento material se tem que juntar o fluido universal, que desempenha o papel de intermediário entre o Espírito e a matéria propriamente dita, por demais grosseira para que o Espírito possa exercer ação sobre ela. Embora, de certo ponto de vista, seja lícito classificá-lo com o elemento material, ele se distingue deste por propriedades especiais. Se o fluido universal fosse positivamente matéria, razão não haveria para que também o Espírito não o fosse. Está colocado entre o Espírito e a matéria; é fluido, como a matéria, e susceptível, pelas suas inumeráveis combinações com esta e sob a ação do Espírito, de produzir a infinita variedade das coisas de que apenas conheceis uma parte mínima. Esse fluido universal, ou primitivo, ou elementar, sendo o agente de que o Espírito se utiliza, é o princípio sem o qual a matéria estaria em perpétuo estado de divisão e nunca adquiriria as qualidades que a gravidade lhe dá." 

 

 

 

 

Escrito por Atlantis às 10h13
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19/04/2011


Segredos do Cerebro

 

 

Todos nós estamos familiarizados com a idéia de que a memória está contida no cérebro e, não raro, usamos a palavra cérebro como sinônimo para "mente" e "memória". Eu estou sugerindo que o cérebro assemelha-se, em algum aspecto de suas funções, a um sistema de sintonia e que a memória não consiste em um dispositivo orgânico localizado onde seriam armazenadas as informações. O principal argumento a favor da localização da memória no cérebro é o fato de que certas lesões na massa encefálica produzem perda de memória. Se o cérebro é danificado, em um acidente de carro, por exemplo, e a vítima perde a memória, então, a suposição óbvia é de que o tecido responsável pela memória foi destruído. Porém, esta conclusão logo se mostra enganosa. Consideremos, novamente, a analogia da TV. Se o aparelho é danificado de modo que não mais exibe perfeitamente certos canais, ou não exibe nenhum canal; ou se a TV fica muda pela destruição dos componentes relacionados à reprodução do som, isto não prova que os sons e a imagens estavam alojados dentro da máquina. Isto apenas demonstra que o sistema de sintonia ou o sistema de áudio, foram, de alguma maneira, danificados. O mesmo se aplica à perda de memória decorrente de danos ocorridos no cérebro: esta perda de memória não prova que as lembranças estão contidas no cérebro. De fato, em muitos casos, a perda de memória é temporária, como a amnésia por concussão.

A recuperação da memória é muito difícil de explicar nos termos das teorias convencionais; se a memória é destruída junto com os tecidos que a contém; se é destruída porque é um registro em "suporte" orgânico, então, não haveria possibilidade de recuperação Entretanto, isso ocorre freqüentemente. Outro argumento pelo qual se presume a localização da memória no cérebro é sugerido pelos experimentos de estimulação elétrica empreendidos por Wilder Penfield e outros. Penfield estimulava o lobo temporal de pacientes epilépticos e descobriu que alguns daqueles estímulos podiam extrair vívidas respostas que os pacientes interpretavam como lembranças de coisas que teriam feito no passado. Penfield concluiu que os estímulos despertavam, na memória, lembranças que estavam alojadas no córtex. Recorrendo ainda à analogia da TV, se uma interferência (estímulo) no sistema de sintonia do aparelho, produz uma mudança de canal, isto não prova que a informação, o programa, estava armazenado dentro do circuito de sintonia. Em seu último livro, O mistério da mente , o próprio Penfield abandonou a idéia dos experimentos como prova de que as lembranças residem no interior do cérebro. Ele concluiu que, de alguma forma, a memória não está localizada no córtex.

Muitas experiências têm sido realizadas a fim de localizar indícios da memória no cérebro. É bastante conhecido trabalho do neurofisiologista Karl Lashley. Ele treinou ratos no aprendizado de certos truques. Depois, remoeu partes de seus cérebros para determinar se os ratos ainda retinham a capacidade de realizar os truques. Supreendentemente, mesmo removendo mais de 50% do cérebro, nenhuma alteração foi perda de habilidade nos saberes aprendidos foi verificada. Mesmo removendo todo o cérebro dos ratos, ainda assim, por curto período, os animais realizaram tarefas. Evidenciou-se que a remoção de enorme parte do cérebro não afetava a memória. Resultados semelhantes foram obtidos por outros pesquisadores com invertebrados, como octopus. São experiências pioneiras; as primeiras a sugerir que a memória pode estar em todo lugar e em parte alguma; e não localizada em uma circunstância ou suporte orgânico. Lashley concluiu que a memória é uma faculdade que se encontra distribuída por todo o cérebro uma vez que sua experiência não encontrou indícios de memória nenhuma área específica, como era proposto pelas especulações da teoria clássica. Karl Pribam, discípulo de Lashley, desenvolveu a idéia do mestre e concebeu a teoria da memória em registro holográfico; a memória seria como uma imagem holográfica, um padrão de interferência presente na totalidade do cérebro.

O que Lashley e Pribam parecem não ter considerado é a possibilidade de que, de forma alguma, a memória esteja alojada no cérebro. É uma idéia mais consistente em confronto com a análise detalhada, em relação às conclusões superficiais das teorias tradicionais ou da teoria holográfica. Muitas das dificuldades que apresentam quando tentamos localizar a memória no cérebro deve-se ao fato de que o cérebro é muito mais dinâmico do que se acreditava. A química nas sinapses, nas estruturas nervosas e moleculares das células estão sempre mudando, se renovando o tempo todo. Por isso torna-se mais difícil perceber como as lembranças são evocadas.

Existe também um problema de lógica sobre a teoria da memória armazenada, problema que tem sido apontado por vários filósofos. As teorias convencionais concebem memória como informações codificadas em um sistema instalado no cérebro. Quando alguma lembrança é solicitada, um mecanismo de recuperação seria ativado; tal mecanismo seria capaz de reconhecer a lembrança que está sendo procurada. Isso implica a existência de uma "memória da memória" numa seqüência de "lembradores" que vai ao infinito. Muitos filósofos, então, argumentam que este é golpe fatal em todas as teorias que admitem lembranças armazenadas no cérebro. Entretanto, os teóricos da memória não estão interessados no que pensam os filósofos embora não consigam responder àquele argumento, que, para mim, é um argumento de valor.

Considerando "memória" sob a ótica da ressonância mórfica, eu posso perguntar: se nós somos capazes de sintonizar nossas próprias lembranças então por quê não poderíamos "entrar em sintonia" com as lembranças das outras pessoas? Eu creio que fazemos isso e que este é um princípio fundamental em uma teoria que admite a existência de uma memória coletiva com a qual todos nós estamos "sintonizados" e que constitui uma dimensão de referência em relação ao desenvolvimento de nossas próprias experiências e em relação ao desenvolvimento de nossas memórias individuais. Esta concepção e muito semelhante à idéia do inconsciente coletivo.

Jung pensou o inconsciente coletivo como uma memória coletiva, memória coletiva da humanidade. Ele acreditava que, naturalmente, as pessoas deveriam estar ligadas (conectadas) aos membros de sua espécie, raça, grupo socio-cultural mas que, todavia, deveria haver uma "ressonância de fundo" abarcando toda a humanidade, um patrimônio comum de experiências, como comportamento maternal e vários padrões e estruturas sociais e de pensamento; uma memória não-individual mas, antes, um acervo de formas básicas e aplicáveis em diferentes contextos: os arquétipos. A noção junguiana de inconsciente coletivo se encaixa muito bem na teoria que eu estou desenvolvendo. A teoria da ressonância mórfica pode conduzir a uma reafirmação radical do conceito de inconsciente coletivo. Essa reafirmação é necessária porque o atual paradigma mecanicista, que ainda predomina em biologia convencional, recusa a existência de algo como o inconsciente coletivo; o conceito de uma memória coletiva de raça ou espécie tem sido excluído das conjecturas teóricas, que não admitem herança de características adquiridas pela experiência. Por exemplo, a mitologia de uma tribo africana não pode influenciar ou aparecer nos sonhos de um suíço ou de qualquer um que não seja afro-descendente. Jung contesta e acredita que esse tipo de coisa pode acontecer - o que é impossível para o ponto de vista convencional porque a ciência objetiva jamais considerou seriamente a validade da teoria do inconsciente coletivo.

É uma teoria encarada como inconsistente, cujo valor é tão somente poético, como uma metáfora sem relevância, inapropriada ao pensamento científico e sem possibilidade de comprovação diante dos padrões vigentes de investigação em biologia. A hipótese que eu proponho é similar à idéia do inconsciente coletivo, segundo Jung. A principal diferença é que Jung concebe o inconsciente coletivo como algo próprio da espécie humana. Eu acredito que um princípio similar opera na totalidade do Universo e não apenas no âmbito da experiência humana. Se a hipótese da ressonância mórfica mostrar-se correta, então, a idéia junguiana de inconsciente coletivo terá de ser reconsiderada nos meios acadêmicos e os campos morfogênicos bem como o inconsciente e memória coletivos podem desencadear uma completa mudança nas pesquisas contemporâneas da psicologia.

 

 

Escrito por Atlantis às 16h34
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06/04/2011


Possessao I

Numa possessão, existem sempre dois ou mais intervenientes,o possuído e o possessor ou possessores. Ou seja, o ser humano que está possuído e a entidade(s) espiritual(ais) possessora(s).

 

E donde vem a entidade possessora ?

 

Bem, aqui neste ponto, tenho de explicar que a realidade não é assim tão simples como a conhecemos.

 

Basicamente existem mais dois planos além do nosso em que vivemos. Um plano superior e um plano inferior. Só que o plano inferior, interfere no nosso.

 

Desde já vos informo, de que a vida não termina com a morte do corpo físico.

O ser humano, é composto (grosso modo) de corpo físico, mente e espirito. Logo uma parte física e duas não físicas. E em qualquer uma delas, os seres vivos fisicamente, podem ter problemas. A mente e o espírito, são indestrutíveis, pois fazem parte da nossa alma.

 

Após a morte física, a mente e o espirito, fundem-se, formando assim uma entidade espiritual sem corpo e com uma densidade baixa. Torna-se invisível aos olhos das pessoas normais, só quem tenha as tais faculdades de conseguir visualizar (clarividência) essas densidades, é que as vêem e alguns as podem ouvir. Saliento desde já, que o ver é uma capacidade e o ouvir é outra.

 

Têm então as entidades, o seu caminho a seguir que é o plano superior. Mas por qualquer razão, elas não vão, ou por desconhecimento, medo ou opção. Se não forem para o seu devido lugar, ficarão no plano inferior, que como já disse interfere com o nosso. As entidades espirituais conseguem movimentar-se na nossa realidade e tentam muitas vezes comunicarem-se connosco.

 

Na maior parte das vezes, as tentativas de comunicação das entidades não físicas com os seres vivos, mais não são do que um pedido de ajuda. Elas não têm a noção de que assustam as pessoas, porque muitas vezes não sabem que elas não as vêm. Ficando até muitas vezes extremamente arrependidas quando confrontadas com isso.

 

O que elas precisam, é de facto obterem informações e instruções do que devem fazer, serem encaminhadas para o seu devido lugar, para que possam ter paz e finalmente poderem evoluir. Mas para que isso possa acontecer, é necessário que alguém saiba como lhes explicar o porquê das situações em que elas se encontram. Apesar de estarem nesse estado (vivas e sem corpo físico), elas mantêm o seu raciocínio, inteligência, personalidade, vícios, doenças e virtudes que tinham a quando da altura da sua morte física.

 

Toda ou qualquer “terapia” que vise a sua expulsão pura e simples, é errada. Pois se essa expulsão se der, ela irá entrar noutro ser vivo, mas então nessa altura, já revoltada pelo que lhe fizeram anteriormente, pode ter comportamentos altamente prejudiciais.

 

 

 

Como se livrar dos possessores

 

A terapia que trata desta área, chama-se terapia desobsessiva ou despossessiva, aligeirando o nome, denomino-a de “Terapia Dissociativa”. Não tem nada a ver com qualquer tipo de exorcismo, nada disso. Afinal a entidade que entrou no campo áurico de um ser humano, está desorientada  e confusa (na maioria das vezes). A terapia neste caso o que faz, é estabelecer comunicação, explicar as razões do porquê da sua condição e instruí-la ao mesmo tempo, para que ela se dirija para o seu devido lugar que é o plano superior, fazendo assim a transição que deveria ter feito, após a morte do seu corpo físico.

Escrito por Atlantis às 17h17
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Possessao II

Obviamente que esta terapia, é uma terapia de grande risco. Não para a pessoa que está possuída mas sim para quem vai “mexer” com situações muito específicas, pois se não tiver bons conhecimentos e “permissões superiores”, é melhor nem pensar.

 

 

Como se pode ficar obsidiado ou possuído

 

A aura do ser humano, é uma espécie de capa protectora. Ela tem uma força vibracional. Uma entidade que não tenha seguido para o plano superior, tem uma vibração mais baixa que os seres humanos.

 

As pessoas devido aos seus próprios comportamentos, podem criar uma diminuição da força vibracional da sua própria aura, ficando assim á mercê de uma intercepção de outros campos de vibração semelhante. E nessas circunstâncias pode-se dar a possessão por uma entidade que esteja por perto e que o queira.

 

Imaginemos : O ser humano tem o seu campo vibracional com uma força de 1000 a 1500. E as entidades, como a têm mais baixa, imaginemos que de 500. Em estado normal, qualquer entidade não tem força suficiente para se introduzir no campo áurico de uma pessoa. Agora se por qualquer comportamento, a pessoa faz baixar a força do seu campo, aí sim, fica em risco de ser interceptada e uma vez introduzida a entidade, já não sai. E assim sendo, a entidade criou para si própria uma espécie de prisão. Se por qualquer motivo ela rejeitar o hospedeiro, poderá tentar livrar-se dele de forma dramática, pois pensa que só assim, poderá alterar a sua condição.

 

A força vibracional baixa nos seguintes casos, de perca de consciência :

                   Desmaio   Coma alcoólico   Efeito de drogas   Operação com anestesia   Forte comoção

 

Qualquer destas situações, faz baixar o campo vibracional da aura, logo, baixa as suas defesas.

Muitas pessoas já devem ter notado, que após alguma destas situações, passaram a ter alterações comportamentais. De facto, deixaram de ser “só” elas próprias, existe mais “algo”.

 

Como atrás disse, a entidade espiritual fica completamente invisível para o campo de visão normal, (densidade menos densa) após a morte do seu corpo físico. Como não faz a transição para o plano superior, a sua evolução pára. Ela transporta consigo , toda a sua personalidade, vícios, doenças, cargas emocionais, etc. que tinha a quando da sua morte física. Como se sente só, confusa, desorientada e ás vezes revoltada na sua condição presente, pode tentar manter os hábitos que tinha quando estava viva fisicamente. E para atingir esse objectivo, irá tentar introduzir-se dentro de um outro ser vivo, alojando-se no seu corpo áurico ou mental.

 

Não quero de forma nenhuma dizer que todas as entidades sejam más, mas como certamente compreenderá, o ser vivo que seja interceptado, deixará de ser só ele. Muitas vezes o obsediado tem acções e ou pensamentos que não são verdadeiramente seus e muitas vezes lhe é ordenado que faça algo. Aqui entra o factor mental e personalidade do mais forte, se o da entidade, se o do obsediado.

 

Muitas vezes as pessoas sentem um “encosto”; em outras ocasiões sentem que existe um certo deslocamento do seu “EU”; outras sentem que certas acções que fizeram não lhes parecem ter sido elas; mudanças repentinas de humor sem causa aparente; dores ou doenças “fantasmas” (que aparecem e desaparecem sem causa aparente);  em certas situações a sua personalidade se altera; etc., etc.

 

O mesmo se poderia passar quando executo uma terapia regressiva, se não tivesse o cuidado em prever essa possibilidade. Corria o risco de estar a fazer uma regressão á própria entidade a qual não tinha nada a ver com os problemas do próprio paciente, criando também uma possibilidade de ela se virar contra o próprio terapeuta.

 

Escrito por Atlantis às 17h14
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Possessao III

Por acaso nunca notou, ter atravessado uma zona fria, sem que houvesse alguma razão para isso ? ou ter sentido um ligeiro arrepio de frio, sem haver qualquer corrente de ar ? ou estando só, sentir a presença de algo que não vê ? se tiver animais de estimação, ter notado que algumas vezes eles se refugiam ou se excitam ? (alguns animais têm uma maior sensibilidade). É isso mesmo, de facto não estamos sós.

 

 

Advertências

 

Não é aconselhável assistir ou fazer parte de sessões espiritas. Muito embora nessas sessões haja sempre um “sensitivo” que irá chamar e “canalizar” alguma entidade, ela pode muito bem vir com outras intenções e entrar em alguns dos presentes, que na altura tenha a sua protecção enfraquecida (aura). Jogo do copo, quija board e outras.

 

Não se deve invocar ou pedir ajuda de alguém que já partiu, pois o espirito dessa pessoa pode muito bem não ter feito a devida transição para o plano superior. Todas as acções (boas e más) que essa pessoa tenha feito na sua vida física, fazem parte da sua aprendizagem. Se quer pedir qualquer ajuda, peça a entidades superiores e nunca a seres que ainda estejam no seu ciclo reencarnatório. Peça de acordo com as suas convicções religiosas.

 

Não deve entrar em rituais religiosos, tais como, “passes” em centros espiritas e muito menos em exorcismos e outros.

 

Se sentir alguma “presença”, não ralhe nem maldiçoe, é que muitas formas de “contacto”, mais não são do que um pedido de ajuda. Respeite, mas não “mime”. Não tente entrar em conversação, pois de certa forma está-lhe a fazer sentir que ainda está viva (fisicamente) e dessa forma está-lhe a alimentar o “ego”, como também pode criar uma atracção e ou, facilitar a entrada.

 

 

O que a psiquiatria diz sobre o assunto

 

A CID.10 (Classificação Internacional das Doenças) rotula em F44.3 o chamado Estado de Transe e de Possessão. Trata-se de um transtorno caracterizado por uma perda transitória da consciência de sua própria identidade, associada a uma conservação perfeita da consciência do meio ambiente.

 

Devem ser incluídos nesse diagnóstico somente os estados de transe involuntários e não desejados, excluídos aqueles de situações admitidas no contexto cultural ou religioso do sujeito.

Isso significa que, durante um culto religioso entrando uma pessoa em transe, voluntariamente, pois ocorre no momento em que isso lhe é adequado, não se pode atribuir esse diagnóstico. Para que o quadro seja reconhecido como Estado de Transe e de Possessão não deve ser voluntário.

 

O DSM.IV (Classificação de Doenças Mentais da Associação Norte-americana de Psiquiatria), por sua vez, classifica o mesmo quadro como 300.15, Transtorno Dissociativo Sem Outra Especificação. Esta categoria se destina a transtornos nos quais a característica predominante é um sintoma dissociativo (isto é, uma perturbação nas funções habitualmente integradas da consciência, memória, identidade ou percepção do ambiente, enfim histérico) que não satisfaz os critérios para outro Transtorno Dissociativo específico.

 

Em seguida fala também do Transtorno de Transe Dissociativo, referindo como perturbações isoladas ou episódicas do estado de consciência, identidade ou memória, inerentes a determinados locais e culturas, subdividindo esse transtorno em dois tipos; Transe Dissociativo e Transe de Possessão.

 

O Transe Dissociativo envolve o estreitamento da consciência quanto ao ambiente imediato, comportamentos ou movimentos estereotipados vivenciados como estando além do controle do indivíduo. O Transe de Possessão envolve a substituição do sentimento costumeiro de identidade pessoal por uma nova identidade, atribuída à influência de um espírito, poder, divindade ou outra pessoa, e associada com movimentos estereotipados "involuntários" ou amnésia.

 

Fim de citação

 

Como se pode verificar, pelo que atrás se transcreve, a possessão é admitida pela psiquiatria. Mas as formas terapêuticas são desconhecidas

 

Escrito por Atlantis às 17h03
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26/03/2011


Sexto Sentido

Ver coisas e seres além do normal, ou também ouvi-los, é sempre indício de paranóia ou pretensa doença cerebral? É verdade que nós, fisiologicamente falando, só temos cinco sentidos? E o que vem a ser o Sexto Sentido?

Essa história de classificar de esquizofrênicos, paranóides hebefrênicos, autistas aquilo que em nosso perceber vai além do pretenso sentir normal, isso é próprio de um fisiologismo cerebral científico completamente tacanho e restrito. Isso é prepotência absoluta da lógica-razão, com sua teoria do conhecimento totalmente ridícula e completamente descabelada. Isso é intolerância e desconhecimento próprios de uma psiquiatria cega, surda e muda. O verdadeiro Sentir em cada um de nós não é somente aquilo que os pretensos cinco sentidos limitados e o fisiologismo científico captam. O Sentir-Saber-Entender no Homem pode ter uma abrangência mais ou menos infinita. O sexto sentido em si, portanto, não é somente ver e ouvir além do normal. Sexto Sentido é ouvir, cheirar, gustar, além dos limites que a neurologia científica estabeleceu para o funcionamento nervoso e cerebral. E os limites que a neurologia científica estabeleceu em absoluto traduzem a percepção real. As restrições que o fisiologismo cerebral estabeleceu são invencionices desse mesmo fisiologismo e não traduções corretas do que viria a ser a mente (e não cérebro) do próximo funcionando. E mais, se por causa da neurologia científica, um pretenso sentir pretensamente normal ficou, não é porque o Sentir em si é assim, ao natural, mas apenas assim ficou por causa das restrições impostas por parte daqueles que nunca entenderam de nada, mas dando uma de cientista, de sabe tudo, se meteram a mexer com uma massa melequenta que é praticamente impossível decifrar.

Amigos, sexto sentido não é um sentido sui generis há mais. Sexto Sentido é o verdadeiro Sentir livre das peias estabelecidas pela ciência acadêmica E não poucas vezes a pretensa normalidade dos cinco sentidos é que é anormal, porquanto foi impingida anomalamente pela tradição, há muito tempo, e pelas religiões, filosofias e ciência, já que era muito conveniente ao status quo. Por meio dessa restrição do Sentir, eles conseguem subjugar o homem, dominando-o e escravizando-o . Por conseguinte, não é verdade que só temos cinco sentidos que precisam funcionar como manda o figurino. Os sentidos do homem são muito mais ou são muito menos. Os sentidos do homem quando livres do mal pensar são apenas SENTIR, e não olhos vendo, ouvidos ouvindo, nariz cheirando etc.

Ao desencarnar, nem sempre as entidades entram no tal túnel de luz ou sobem para a luz astralina, para a luz celestial. Muitos dos falecidos ficam no nosso meio, sutis e imperceptíveis aos nossos sentidos, mas desesperados para se comunicar com os vivos ou encarnados, ou para denunciar o que lhe aconteceu no últimos dias ou instantes de suas vidas. Certos espíritos do além só descansam ou se aquietam e sobem quando conseguem se comunicar com alguém aqui na Terra.
Se esses materialistas estivessem certos, eles evidentemente teriam a razão do diabo e do inferno!… E a propósito do que acontece após o desenlace, aqui não é somente uma questão de dar mão à palmatória, ao espiritismo, umbanda, apometria, esoterismo, espiritualismo em geral, e que falam de uma sobrevivência no além, mas seria o caso também de levar em conta toda as informações da espiritualidade e religiosidade do mundo inteiro, que também apontam para o mesmo tema, para as mesmas ocorrências e para as mesmas condições, e que com toda a probabilidade vingam para o após morte. Até o catolicismo, protestantismo, judaísmo, islamismo, e que fazem uma força incrível para ficarem restritos à desculpa esfarrapada do mistério ou senão se restringem às suas egrégoras do postmortem, já se depararam com a sobrevivência do falecido num mais além ou num após o falecimento E diante disso não há como negar que com a morte não há o aniquilamento de coisa alguma, e sim apenas dá-se uma transferência forçada do desencarnado. Ele deixa de ser o fulano de tal pensante com seu mundo pensado e cotidiano para transferir-se para outra condição em que o meio pensado muda por completo. Mas isso é possível porque em verdade nada começa e nada se acaba. Se esses donos do poder não tivessem condicionado previamente nossa mente e nossos sentidos à pretensa normalidade da tradição e à pretensa normalidade do fisiologismo científico, os desencarnados sempre seriam perceptíveis para todos nós e poderíamos continuar nos relacionando com eles. Mas a ruptura da falsa morte teve que prevalecer, e aí as portas do além aparentemente se fecharam para alguns que acreditam terem ficado restritos à normalidade dos cinco sentidos, apenas.
Por que será que no que se refere à paranormalidade humana existe tanta ignorância? Por que a medicina não admite que haja uma possibilidade de ver o postmortem, o mais além, ou senão que em alguns possa prevalecer uma possibilidade de clarividência, clariaudiência? E por que os psiquiatras, totalmente condicionados pelo fisiologismo da escola científico-materialista chamam esse tipo de visão e audição de telepatia, precognição, retrocognição ou senão de alucinação, delírios etc ?
É por que, à revelia dos mais inteligentes, o fisiologismo científico ligado ao cérebro e ao corpo humano conseguiu implantar pretensas condições normais de ver e ouvir, que nunca foram normais, ou quando muito eram meras aproximações, acomodações. E isso, face ao Ilimitado poder do Sentir Primevo do Homem, constituiu-se numa legítima restrição e violentação, batizada de normalidade. —— Em segundo lugar, não se pode negar que, lamentavelmente um psicótico crônico, um paranóide de longa data é vítima de seu próprio pensamento, é vítima dos mecanismos de sua própria memória-imaginação. É vítima de suas próprias reconstruções mentais e que acabam em distorção, em extrojeções atormentadoras, em pretensas alucinações e delírios. Certos psicóticos, por culpa deles mesmos, e por uma exacerbação de seus próprios egos e modos de mal pensar, estão sempre se deparando com seu próprio inferno, e que para eles se apresenta como se fosse uma realidade, como se fosse um perigo, uma constante perseguição, alucinação e delírio. Mesmo que aí tudo seja forjado por eles mesmo, eles lamentavelmente sofrem terrivelmente com suas próprias reconstruções e extrojeções pensantes-pensadas. Lamentavelmente porém, a psiquiatria não conhece nada disso nem quer conhecer, e tampouco faz absolutamente nada para ajudar, a não ser administrar medicamentos que acalmam sim, mas também acabam embotando e intoxicando. E no que diz respeito à visão científica de paranormalidade, antes de Rhine inventar a sua Parapsicologia, já existia um espiritualismo científico, uma metapsíquica que discorriam sobre o mais além e sobre as incríveis possibilidades paranormais do homem, com mais felicidade e abrangência. Antes de surgir a Parapsicologia americana, o ser humano já era dotado de incríveis possibilidades cognoscitivas e sensitivas que iam muito além do normal, como sempre, aliás. Num legítimo desespero de causa e numa tentativa extremada de convencer seus colegas materialistas e cientificistas, ou seja os colegas psicólogos da escola behaviorista norte-americana, Rhine, com suas colocações estatísticas e quantitativas, a contragosto teve que sufocar e restringir as infinitas possibilidades do bom Sentir e Saber e que é exatamente a verdadeira normalidade rotulada de paranormal. Para certos parapsicólogos materialista, a paranormalidade se restringe ao funcionamento cerebral, para os psiquiatras tal paranormalidade sequer existe ou então não passa de alucinações e delírios.

Por que será que nos casos de levitação, de desmaterialização, de poltergeist, os pretensos entendidos e cientificistas tem que inventar tantas mentiras, historietas e desculpas que jamais chegam a roçar a verdade que envolve todos esses fenômenos? Como é que se explica tudo isso, se é que se precisa explicar?

Os fatos de desmaterialização, rematerialização, abdução, levitação, poltergeist, e que amiúde ocorrem numa boa espiritualidade não condicionada, todas as teses e leis científicas caem por terra, por falsas, mentirosas ou insuficientes. Onde já se viu, por exemplo, um tijolo atravessar o teto compacto e cair sobre a mesa de trabalhos espirituais, ainda quente e intacto? Como é que uma coisa material atravessa o pretenso teto também material? Como é que uma minhoca viva com terra e tudo, caindo do teto, aparece ou se materializa numa mesa de trabalhos espíritas ou espirituais? Como é que objetos pesadíssimos começam a levitar, a flutuar, como se fossem feitos de ar ou como se fossem plumas? Aí onde vai parar a Lei da Gravitação de Newton? E a propósito, a levitação espiritual não faz lembrar o Vazio-Cheio Primordial  e não o materialismo científico? Como é que surge fogo das paredes, do nada, ou começa jorrar água da parede, ou aparecem estranhas escritas nos móveis, nos espelhos, nos vidros, nas paredes, de cá e de lá, ou se ouvem fortes marteladas nas paredes e nos móveis, não existindo absolutamente ninguém presente, a não ser é claro, o sensitivo e alguns mais? A paranormalidade do senhor Quevedo diz que é o cérebro ou são os hormônios do sensitivo que fazem tudo?
Pergunto afinal, morrer, desencarnar é o fim de tudo, ou a vida simplesmente se permuta, se transforma em outra condição existencial? E se em verdade ao morrer todos nós nos transferimos, por que os transferidos ou os falecidos não conseguem travar um contato maior com os seus entes queridos que aqui ficaram? E por que os daqui, malgrado os sensitivos e médiuns, também não conseguem uma comunicação clara e perfeita? Por que tantos impedimentos para elucidar melhor o que vem a ser a morte ou o desencarne do homem?
Ddesgraçadamente, num nível visível-invisível sempre existem os tutores da humanidade, sempre existem os manipuladores da falsa fatalidade que estabeleceram normas e leis fajutas, e não deixam que os de lá se comuniquem com os de cá, sob pena de uma porção de trapaças do mundo invisível virem à tona, como a dolorosa farsa do próprio desencarne. E também não deixam que os de cá, de algum modo acabem entrando em contato com os de lá, de um modo direto e claro. Isso se dá só por meio de uma pretensa viagem ao astral, projeção astralina, que é mais pensante-pensada que fatual. O falso abismo que separa a vida da morte tem que ser mantido custe o que custar e ninguém pode suplantar seus impedimentos, nem ninguém pode violentar o que o falso senhor da vida e da morte, ou seja, o Demiurgo, estabeleceu. Lamentavelmente todas as religiões oficiais trabalham a favor desse monstro, até o próprio espiritismo, porquanto o que este último conta por meio de seus médiuns às vezes são acomodações e mentiras, e não revelações autênticas…

 

Escrito por Atlantis às 14h19
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25/02/2011


Vampiro Psiquico

 

Antes da década de 80 o vampirismo entre vivos já era comentado, mas ainda assim tratava-se de um conceito usado com reserva e não de uma fábrica de rótulos para disseminar o ostracismo e o preconceito gratuito. Por exemplo, no conto O Muro, de Jean-Paul Sartre, três prisioneiros que tinham o fuzilamento marcado para o dia seguinte invejam a liberdade de um médico belga. “Estávamos ali, três sombras sem sangue; olhávamos o belga e sugávamos sua vida como vampiros”. Trata-se de uma circunstância anormal de pessoas vivendo no limite, mas atualmente o adjetivo tem sido aplicado amplamente a pessoas comuns agindo como agem no dia-a-dia. Anton LaVey, expande o alcance metafórico dos dicionários até a literalidade quando trata de personagens da vida comum que se especializaram na arte de “fazer os outros se sentirem responsáveis e mesmo em dívida para com eles, sem causa”. Segundo LaVey, vampiros psíquicos são indivíduos que drenam a energia vital alheia. “Este tipo de pessoa pode ser encontrado em todas as avenidas da sociedade”. Eles não desempenham nenhum propósito útil em nossas vidas e não tem nenhum desígnio de amor ou amigos verdadeiros. Muitos aceitam estas “pobres almas” como sendo menos afortunadas do que eles, e sentem que precisam ajuda-los do modo que puderem. “É um senso equivocado de responsabilidade (ou infundado senso de culpa) que nutre bem os ‘altruísmos’ em cima da festa destes parasitas”. Por isso muitos vampiros psíquicos são inválidos (ou pretendem ser) ou são “mentalmente e emocionalmente perturbados”. Outros podem simular ignorância ou incompetência até que alguém lhes conceda favores contra a vontade. Os especialistas se organizam em ONGs e instituições de caridade:

Cada organização construída pelo capital; seja uma fundação de caridade, conselho comunitário, religioso ou associação fraterna etc., cuidadosamente seleciona a pessoa que é habilidosa em fazer os outros se sentirem culpados pelo seu presidente ou coordenador. O trabalho do presidente é nos intimidar para abrir primeiro nossos corações e depois nossas carteiras, para o recipiente da “boa vontade” – nunca mencionando que, em muitos casos, seu tempo não é dado desinteressadamente, mas que eles estão ganhando um gordo salário pelas suas “obras nobres”.

Um vampiro psíquico sempre selecionará uma vítima capaz e satisfeita com a vida – uma pessoa que é bem casada, contente com o seu trabalho, e geralmente bem ajustada com o mundo a sua volta – para se alimentar dela. “O fato genuíno de que o vampiro psíquico escolhe, para vitimar, uma pessoa feliz mostra que ele está carente de todas as coisas que sua vitima tem; ele fará qualquer coisa para trazer encrenca e desarmonia entre sua vitima e as pessoas que lhe são caras”. Muitos vampiros psíquicos chegam a dar coisas materiais pelo expresso propósito de fazer a vítima sentir que esta em dívida, evidentemente cobrando algo infinitamente maior no futuro. 

Seja precavido de qualquer um que pareça não ter nenhum amigo real e nenhum interesse aparente pela vida (exceto você). Ele naturalmente contará a você que é muito seletivo em sua escolha de amizades, ou que não gosta de fazer amigos facilmente por causa dos altos padrões que ele fixa para as suas companhias. (Para adquirir e manter amigos, alguém precisa ser muito condescendente com ele – algo de que o vampiro psíquico é incapaz). Mas ele se apressara a acrescentar que você preenche todos os requisitos.


A única forma de saber quem esta sendo vampirizado é medir a proporção entre o que um da ao outro em relação ao que recebe em troca e o único antídoto para sua ação é a exclusão do vampiro. Caso este seja alguém próximo é preciso comportar-se como se ele fosse genuinamente altruísta e realmente não esperarem nada em retorno. “Ensine-os a lição que eles graciosamente dão a você, agradecendo-os sonoramente por toda a atenção que lhe deu, e saindo fora!”. [26] Luis Pellegrini catalogou todo indivíduo cobrador, crítico, adulador, reclamador, inquiridor, lamentoso, pegajoso, ‘grilo-falante’, hipocondríaco e encrenqueiro costumas em seu “Decálogo dos Vampiros”, publicado pela primeira vez em junho de 1996, na revista PLANETA Posteriormente o autor acrescentou um décimo primeiro espécime – o “vampiro exigente” – numa versão feminina publicada na revista CRIATIVA . A conclusão do texto original é mais trágica do que cômica. Luis Pellegrini e seu amigo Michel Sokoloff passam o dia rotulando todo o resto do mundo até que finalmente os alvos se esgotam e um se volta contra o outro:

Terminamos a noite às gargalhadas tentando identificar, entre as pessoas de nossas relações, quais tinham tendência para esse ou aquele comportamento de vampiro. Detectamos várias dezenas. Mas o riso esmoreceu, é claro, quando percebemos que nós dois também, ocasionalmente, e dependendo das variações do nosso humor, poderíamos nos encaixar em alguma daquelas categorias.

Em Gerentes, Vampiros e ideologia, José Emídio Teixeira elogia O Vampiro Lestat, dizendo que Anne Rice mostra a força e a ousadia do personagem na busca desesperada de suas origens, do seu eixo, da sua verdade. Feito vampiro, insiste em deixar coabitar dentro de si os anseios mais profundos de sua nova condição e os valores que prezava como ser humano. Quando passa a agir de acordo com suas idéias, entra em choque com os defensores da cultura tradicional do mundo dos desesperados. Eles tentam “ajusta-lo” pela orientação, pela força. Não obtendo sucesso, tentam destruí-lo. Na sua reação, ele abandona a simples defesa do direito de ser diferente para lutar pela mudança da cultura dos vampiros. Daí vem seu conselho para os gerentes:

Como nunca existirá completa coincidência, cada um deve optar entre ceder parte das suas crenças ou lutar para mudar a cultura da empresa como fez LESTAT. Uma necessidade deve ser obrigatoriamente atendida. Ninguém pode abrir Mão do seu núcleo ideológico sob pena de viver numa permanente “esquizofrenia profissional”. Se cada um assumir o risco de negociar seus limites, os gerentes serão mais felizes, as empresas, mais performantes e, com certeza, ninguém poderá alegar que vendeu a alma ao diabo porque isso era inevitável. (TEXEIRA, José Emídio. Gerentes, Vampiros e Ideologia. Qualitymark, 1998).

Os gerentes podem consultar o tratado Vampiros Emocionais de Albert J. Bernstein – Ph.D. em Psicologia –, para aprender a identificar funcionários vampiros e fazer a empresa render mais redistribuindo os tipos anti-sociais, histriônicos, narcisistas, obssessivo-compulsivos e paranóicos, em funções que os farão sugar uns aos outros (e aos consumidores) de forma produtiva porque “cada um desses tipos, embora patológicos e extenuantes, também tem características que as pessoas acham bem atraentes”. Eis o bestiário bem humorado do circo dos horrores de nosso quotidiano. Esta foi a grande descoberta do século XX: Vivemos no Planeta dos Vampiros! Procurando na Amazon ou no Ebay encontramos obras que até para falar de literatura, cinema e política adotam títulos como Our Vampires, Ourseves (‘Nossos Vampiros, Nós Mesmos). Enquanto o vampirismo devidamente democratizado começava a ameaçar o monopólio milenar da melancolia pelo título de doença transcendental, James Redfield vivia o auge de dias de glória com o livro A Profecia Celestina transformado em best-seller. Revistas populares refletiam a tendência global a exemplo da DESTINO nº 47, onde o radiestesista José Barbosa Marcondes anuncia que o vampiro “pode ser um inimigo seu, amigo, parente – pode até mesmo ser você”. O sentido original do termo foi perdido, englobando uma infinita variedade de comportamentos desagradáveis.

Escrito por Atlantis às 13h05
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23/02/2011


O Pai da Mentira

 

 

"A verdade transforma as palavras em facas" - EURÍPEDES, Iphigenia

 “Que hei de fazer em Roma? Não sei mentir.” – Juvenal, Sátiras I,3

“Precisa-se de boa memória depois que se pregou uma mentira” – Corneille, O Mentiroso, Ato IV

Satã é atacado pelos crentes do caminho da mão direita como sendo o Mentiroso, O Enganador, O Pai de toda Farsa.  E ele realmente é. Todo o ser humano é um mentiroso.

 

Calcula-se que um ser humano normal conte uma média de 200 mentiras por dia, ou seja uma a cada 5 minutos. São vários os motivos que nos levam a mentir, temos por exemplo os  falsos elogios ("Você está linda hoje meu amor!), mentiras situacionais (Estou cuidando de um doente, hoje não posso ir ao escritório) até mentiras descaradas ("Eu nunca vi esta mulher na minha vida."). de uma forma geral a mentira é usada para nos livrar de algum problema, causar problemas a alguém ou para promover a si mesmo ou a outras pessoas.

 

Mentira é Magia. Se magia é por definição "Alterar a realidade de acordo com a vontade", uma mentira não cumpre exatamente este papel? Temos o caso famoso de Herbert George Wells, que teve sua obra A Guerra dos Mundos, lida no rádio como uma verdade e causou tumulto e confusão na cidade como se a terra estivesse realmente sendo invadida. As mentiras de Hitler, não fizeram a verdade dos nazistas? Não são  as mentiras dos padres que fazem as verdades dos fieis?

 

Nós adulamos, engodamos e sorrimos diariamente com olhar inocente para manter uma boa atmosfera ou para nos apresentar numa luz mais favorável. Segundo a psicóloga Bella DePaulo, da Universidade da Virgínia, em Charlottesville Estados Unidos, os cônjuges e os familiares são os principais alvos  e são enganados uns pelos outros de maneira intensa, dois terços daquelas 200 mentiras contadas, são ditas sob o teto do lar.

 

As crianças já aprendem desde cedo que é melhor não entregar o boletim vermelho como se fosse a conta de luz e que os pais não precisam saber de tudo o que acontece em suas vidas. Os pais fingem gostarem de receber um presente inútil de natal e batem palmas para qualquer rabisco que suas crias fizerem num papel.

 

Amigos de trabalho fingem não ter ouvido uma piada enquanto novamente as crianças entram em ação guardando nos bolso os biscoitos que acabaram de roubar da cozinha. À noite a esposa finge ter tido um orgasmo e o marido mente dizendo que ela ainda está tão bonita quanto há 15 anos atrás.

 

Mas não há nada de errado com isso. É assim mesmo que deve ser. Mentira, Engano, Farsa estão nos nossos genes, foram e são uma força motriz da evolução. Os biólogos mostram que não há uma espécie de animal social que não tenha que saber lidar com alguma espécie de mentira.

 

Talento para enganar é sinal de inteligência - um fator de sucesso, tão útil como perspicácia, intuição ou criatividade. "O sucesso profissional de um executivo depende em 80% da sua inteligência social", afirma Howard Gardner, psicólogo da Harvard School of Education. Também Peter Stiegnitz, um pesquisador da mentira em Viena, Áustria, pensa que os "carreiristas preferem trabalhar com jeito e charme ao invés de fazê-lo com aplicação e perseverança".

 

Talvez a regra básica do bom mentiroso seja "Acredite na sua Mentira", nem que seja somente durante o tempo em que a conta.  Quando fazemos isso perdemos o medo de ser desmascarados e nos livramos de alguns dos indícios que se manifestam no corpo, e que podem inconscientemente ou não dizer para a outra pessoa que algo está errado. Não há um bom ator que não entre totalmente em seu personagem e até se esqueça do mundo real enquanto faz o seu trabalho.

 

Joseph Goebbels, ministro da propaganda do partido nazista disse certa vez que "Uma mentira contada mil vezes, torna-se uma verdade". Isso acontece porque na milésima vez que ela é contada o próprio mentiroso passa a acreditar nela e desta forma ganha a credibilidade necessária para convencer qualquer um de sua honestidade, porque neste momento ele estará de fato sendo sincero, acreditando naquilo que diz. Políticos, Generais e Religiosos fizeram isso durante toda a história. 

 

A ordem que os espiões russos recebiam durante a guerra fria: "Nunca assuma nada". Ao confessar uma mentira, você passará por farsante, e na mente das pessoas quem já mentiu uma vez pode mentir de novo. Sua credibilidade estará manchada e você terá problemas da próxima vez que precisar enganar alguém. Uma boa idéia pode ser transformar a mentira descoberta em um falso engano. Admita que cometeu um erro se for necessário, mas nunca que contou uma mentira.

 

"Defenda publicamente a honestidade", sempre que possível, critique alguém que for pego mentindo, defenda a sinceridade como sendo o valor mais importante em um relacionamento ou no caráter de alguém. Faça isso, mas não faça exageradamente, o importante é passar a imagem de uma pessoa, que mesmo correndo o risco de parecer tola, nunca contaria uma mentira.

 

É importante deixar claro que isso não significa que voce deva se tornar um mentiroso patológico. Você deve aprender a manipular e não acabar sendo manipulado por suas próprias artimanhas. A importância de praticar esse tipo de magia não está somente em se tornar um trapaceiro, ou um sedutor, mas também em saber reconhecer alguém que está se utilizando destas estratégias e não se deixar manipular.

 

Dito isto chegamos ao ponto de estudar como detectar uma mentira, de saber quando alguém não está sendo completamente sincero com você. Para descobrir se alguém está mentindo basta olhar para a parte de cima de sua face. As sobrancelhas, o entre olhos e a testa são o refúgio somático do estado emocional humano. Calin Prodan, um pesquisador americano, diz que as pessoas têm o hábito de focar apenas na parte de baixo da face. Os seres humanos aprendem, ainda na infância, a manipular as expressões faciais para torná-las apropriadas às mais variadas situações sociais e assim, quando for o caso, transmitir algo que não é verdadeiro. Na pesquisa Prodan e sua equipe observaram como os voluntários desenharam em seus rostos as diferentes emoções, que parte da face, de cima ou de baixo, eles usaram para expressá-las melhor. Segundo eles "O reconhecimento das emoções mostradas na parte de baixo da face parece ser processado pelo hemisfério esquerdo do cérebro, que está ligado ao comportamento aprendido. As emoções mostradas na parte de cima, porém, tendem a ser processadas pelo hemisfério direito, que lida com o comportamento instintivo, inato".

 

A mentira, é essencial para o trato social e político e certamente muito útil nas relações emocionais. No entanto, por mais dicas que sejam passadas é uma arte tão sutil e refinada que só mesmo a experiência pessoal pode moldá-la.

Escrito por Atlantis às 13h09
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